Lisboa - O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço (JMGL),  viu-se forçado a interromper o curto período de repouso que desde a passada sexta-feira (3), passava na sua fazenda “mãe” no município da Quibala, província do Cuanza-Sul.

Fonte: Club-k.net

Situação na Guiné Conacri intranquiliza  regime angolano

Lourenço que previa regressar a Luanda na próxima Quinta-feira (9), regressou ontem a capital do país, transportado por um helicóptero que o recolheu na localidade de Ndala Kachibo. Tinha na agenda uma reunião de emergência com os seus principais colaboradores de defesa e segurança, seguindo a participação de uma cimeira virtual de Chefes de Estado e de Governo de África e da região do Caribe.

 

Fontes consultadas pelo Club-K, associam a interrupção das férias do Presidente angolano, aos últimos eventos que aconteceram na República da Guine Conakry, onde o seu homologo Alpha Condé, foi derrubado por militares que o acusam de alterar a constituição para se manter no poder, para um terceiro mandato.

 

O Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço visitou a Guine Conakry, em finais de Julho do corrente ano, ocasião aproveitado pelas autoridades locais para o homenagearem. Lourenço e Condé são referenciados em círculos internacionais por partilharem um adversário em comum naquela região da África Ocidental, o Presidente da Guiné Bissau, Sissoco Embaló. Nas últimas eleições presidenciais da Guiné Bissau, Lourenço e Condé uniram-se através dos seus partidos para apoiar o candidato derrotado do PAIGC, Domingos Pereira Simões.

 

De acordo com leituras pertinentes, as autoridades angolanas terão sido abaladas nos últimos meses por duas “má” noticias internacionais. A primeira tem a ver com a Zâmbia, em que o antigo líder da oposição, que era hostilizado pelo partido no poder, ascendeu ao poder, e um grupo preparado para trabalhar numa alegada fraude traiu o Presidente cessante, Edgar Lungu.


A segunda “má” noticia, esta ligado ao golpe da Guine Conakry, uma vez que as motivações  que provocaram ao derrube de Condé, acontecem num período em que João Lourenço tem vindo a ser chamado a atenção sobre a alterar da constituição e das leis eleitorais para o seu beneficio pessoal.

 

Tão logo aconteceu o golpe na Guine Conakry, o governo angolano emitiu um comunicado condenado aquela ação militar que considera de "antidemocrático e inconstitucional". O Governo de João Lourenço apelou ainda à libertação incondicional do Presidente Alpha Condé.


De acordo com constatações, sectores do MPLA manifestaram-se incomodo ao verem circular mensagens de angolanos nas redes sócias prestando solidariedade ao povo da Guiné- Conacry.

 

Pedroski Teca, um influente ativista angolano com contactados em vários países de África e que actualmente lidera uma associação cívica, UPA-União dos Povos de Angola, fez chegar um despacho aos órgãos de comunicação estrangeiro lamentando o golpe mas ao memso tempo mostrando compreensão sobre as motivações que levaram o povo da Guiné Conacri a recorrer a este recurso como forma de se libertar do regime daquele país.

 

“Reconhecemos que é lamentável que os cidadãos de qualquer país no mundo tenham de enveredar na mudança de regimes políticos através da força militar ou de levantamentos ou manifestações populares. Porém, a crítica situação da Guiné Conacri, idêntica com a da República de Angola e de outros países com regimes autoritários, onde os partidos que lideram os respectivos governos, usam e abusam do poder, manipulando as instituições dos respectivos Estados para se perpetuarem no poder, deixa qualquer povo sem outras escolhas”, le-se no despachado.

 

Em reação, vários ativistas do MPLA, tem difundido das redes sociais uma campanha de desmobilização denominada “Angola não é Zâmbia, nem Guiné Conacri”.

 



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