Lisboa - O Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, «MINTTICS», Manuel Gomes da Conceição Homem decidiu demarcar-se de uma alegada “ordens superiores” passada aos órgãos de comunicação social públicos, que a nível daquela instituição, se atribui a autoria, ao Secretário do Bureau Político do MPLA para informação e propaganda, Rui Falcão Pinto de Andrade. A ordem era a de bloqueio a UNITA pela TPA e TV Zimbo.

Fonte: Club-k.net

Ministério atira bola ao secretario da propaganda do partido

Encorajado por uma orientação pública do Presidente da República, João Lourenço que apelou ao dialogo, o ministro da comunicação social, Manuel Homem enviou na tarde de quarta-feira (15), uma comunicação a direção da UNITA pedindo um encontro para cessação das hostilidades.

 

“A UNITA é um partido com responsabilidades acrescidas e verdadeiramente comprometido com a Democracia. A nossa posição sobre a obstrução do exercício da actividade jornalística durante a manifestação da equipa da TV Zimbo já foi tomada pelo Presidente da UNITA, assim como pelo Secretariado Executivo do Comité Permanente, todavia, se somos convidados para uma reunião com o Ministério de Tutela dos órgãos de comunicação social públicos, por uma questão de cortesia, vamos ouvir o que têm para nos dizer. Apenas isso e nada mais do que isso”, reagiu nas redes sociais Miahela Webba, a vice-Presidente da Bancada parlamentar da UNITA.

 

Na sua comunicação a UNITA, o ministro Manuel Homem reconhece que a crispação entre as empresas de televisão (TPA e TV Zimbo) foi na sequencia do ocorrido aquando da manifestação realizada por este partido, no passado dia 11 de Setembro que visou exigir eleições justas e transparentes em Angola. Ambas TV alegam que um dos seus reportes sofreu “agressão verbal” por parte de militantes da UNITA.

 

Na noite do mesmo dia, o ministro Manuel Homem havia feito sair uma nota lamentando o sucedido e apelou à UNITA que “assuma as responsabilidades e ajude as autoridades a identificar os autores deste acto deplorável num Estado Democrático e de Direito”, exortando os meios de Comunicação Social “a não se deixarem intimidar por aqueles que negam a coabitar em democracia”.

 

Na segunda-feira (13), O Secretariado do Bureau Político do MPLA, depois de ter saído de uma reunião conduzida por Paulo Pombolo, fez sair um comunicado considerando de “grave e preocupante o facto de não ser a primeira vez que a UNITA adopta uma atitude violenta contra jornalistas, o que constitui um reiterado atentado contra o exercício da liberdade de expressão e de imprensa protegidas pela Constituição e demais legislação”.

 

Apesar de a Polícia Nacional através do seu porta-voz Nestor Goubel, ter comunicado que não registrou nenhum incidente, e o próprio jornalista da Zimbo ter confirmado, em entrevista a VOA, que não foi agredido conforme alegado pelo MPLA, os dois principais canais de TV (TPA e Zimbo) fizeram sair esta semana um comunicado anunciado bloqueio contra o maior partido na oposição, caso este não apresente pedidos de desculpas. Ambos os comunicados apresentavam o mesmo teor evidenciado que tivesse como autor a mesma pessoa, pelo que fontes governamentais alegam ter sido da autoria do porta-voz do MPLA, Rui Falcão.

 

Fontes independentes interpretam que as autoridades angolanas terão criado estes alegados incidentes para ofuscar o impacto da atividade de sábado da UNITA, pondo a sociedade a debater sobre o assunto durante uma semana. As mesmas fontes tem duvidas de que o recuo por parte do governo se traduza em retratação das autoridades quanto a sua linha de discriminação ao maior partido da oposição. “Antes disso, houve 6 meses de contrainformação pública contra a UNITA. Será que depois da reunião com o ministro Manuel Homem, estes meios de comunicação vão ser isentos e liberais?”, questiona a fonte recomendado a UNITA a não atender as convocatórias do ministério da comunicação social.

 

 



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