Madrid - Olhando para as últimas decisões do xadrezista mor (entenda-se Presidente da República o senhor, João Manuel Gonçalves Lourenço), tudo indica que os seus conselheiros ou auxiliares homens e mulheres de confiança andam muito desalinhados com as necessidades atuais do país e não estão nada atentos aos sinais dos tempos.

Fonte: Club-k.net

A maioria das decisões tomadas durante a legislatura e mormente nos últimos dias pelo Presidente da República denotam que está rodeado de maus conselheiros. Especialistas pouco atualizados, com escassa ou nula sensibilidade com os problemas do país, conselheiros com pouco domínio sobre a estratégia política (vide casos: Bairro dos Ministérios, Clínica do Presidente, Biblioteca do Presidente, Metro de Luanda, Revisão da lei constitucional e Divisão Política e administrativa). No tange ao marketing político o Presidente começou o seu mandato com uma forte e promissora imagem e à medida que foi metendo os pés pelas mãos foi descendo pela ladeira abaixo mesmo com milhões gastos na Euronews para propaganda. Uma imagem de uma Angola ilusória ou alegórica fabricada num estúdio de multimédia. Quanto a administração e políticas públicas foi um total descalabro. Não houve avanços nos sectores sociais chaves.


Onde andarão os conselheiros e os auxiliares do titular do poder executivo? Não aconselham, ou o aconselhado não ouve aos conselhos?


Ambos os aspectos são negativos para o país, já que todos os cidadãos e cidadãs gastamos do erário público uma verba importante para pagar os salários e as mordomias dos mesmos e não recebemos nada a cambio. Não é notório o trabalho que fazem.


Gostava de saber que perfil têm os conselheiros do executivo. O conselho da República é realmente multifacético e interdisciplinar? Têm uma visão sistêmica dos problemas do país? É neutral, sério e responsável? Quantas vezes ao ano se reúnem e sobre que aspectos discutem com prioridade? E onde acabam as decisões que tomam?


Gostava de ver respondidas estas questões para poder entender definitivamente o que está na base das decisões equivocas do Presidente da República. Tudo indica que se continuar nesta senda talvez corra o risco de acabar como os seus homólogos na Zâmbia, em Marrocos, em São Tomé ou Deus não queira, como o seu amigo Alpha Kone na Guiné Conakry.


Senhores e senhoras, conselheiras e conselheiros, o povo está farto, cansado, exausto, desamparado... Já não aguenta mais. O sofrimento é tanto que as famílias perderam os valores morais. A fome não tem vergonha e não sabe esperar. A fome obriga-nos ao inaudito.


Estamos a ver com grande tristeza, como as famílias empurram as filhas a se prostituírem, embora sendo elas menores. Imagino a dor e a frustração deste pai ou mãe, ao ver-se nestas para poder viver. Os assaltantes fazem das suas em plena luz do dia, não têm medo nem de matar e muito menos de morrer. E ainda assim ouve-se por ali, que o país esta bom. Esses conselheiros e auxiliares vivem mesmo em Angola?


Portanto, conselheiros e auxiliares, aconselhem bem o vosso chefe, façam-no, com sensibilidade, com amor aos vossos irmãos, pais, mães e avós e não com amor ao vosso bolso e ao vosso prestígio social, procurem fazer o vosso trabalho com patriotismo e tenham o valor de que se não poderem trabalhar com decência e verdade. Façam as malas deixem os lugares para quem o possa fazer. Façam isto com sentido de Estado e com a tranquilidade de ter a consciência tranquila e as mãos limpas. Pelo contrário, não duvidem que na história do país também sejam lembrados como cúmplices do sofrimento do povo e do atraso recalcitrante em que o país está.

Por fim, Sr. Presidente ouça os teus conselheiros, sobretudo, aqueles que te dizem o que não gostas de ouvir. Sr. Presidente não seja teimoso, ouça-os!


“ Quem te avisa é aquele que é teu amigo” . Oku lungula eye okussole.

 



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