Luanda - Já me referi nesta "praça" que o Arquitecto da Paz em Angola é igualmente o "profissional que concebeu, construiu e decorou" a miséria dos angolanos.

Fonte: Club-k.net

Para alguns cidadãos atentos, a génese da corrupção e do nepotismo no País começou no final da década de 80, e ganhou corpo uma década depois. Na altura, raríssimas vozes ousaram em denunciar tais actos nefastos.

 

Após o calar definitivo das armas, em 2002, o "boom" do petróleo deu azo ao "boom" da corrupção, num País onde a natureza não foi madrasta, dispondo de uma diversidade de recursos naturais.

 

José Eduardo dos Santos ou simplesmente "Zédu" foi o principal timoneiro e cérebro daquilo que o "Quarto do Poder", teimosa e religiosamente, caracterizava de "desenvolvimento do País". Porém, o tempo veio comprovar aquilo Rafael Marques e artistas como MCK denunciavam o saque ao erário público sem piedade, tendo permitido o nascimento da "Rainha dos Ovos" e tantos outros "governantes/empreendedores".

 

O "Banquete" da TPA, apesar de ter sido de fachada, revelou ou milhões de dólares roubado aos angolanos satisfazer a gula do "Arquitecto da Paz e seus pares" e que até hoje alimenta a economia de muitos países do Ocidente.

 

O "promotor" da prosperidade económica e social do País, no período 2002 à 2014, construiu estradas e pontes descartáveis, salas de aula e hospitais, sem no entanto ter apostado à sério no capital humano. Prova disso é que nunca recebeu tratamento médico especializado em Angola, e após "ceder" o trono ao actual Presidente da República forçou o auto-exílio por razões de saúde em Barcelona, Espanha.

 

Dois anos depois, o maior "Arquiteto da Corrupção e do Nepotismo" da história de Angola voltou a pisar o solo das terras de Nzinga Mbandi e Mandume Muandemafayo, e outros soberanos que perderam à vida em defesa da soberania nacional.

 

Ainda assim, muitos angolanos com lapso de memória não páram de endeusar Zédu, e é recorrentemente lembrado como o Presidente que garantiu a estabilidade do dólar, por ter controlado a subida dos preços da cesta básica, onde a caixa de "concha", o arroz, as maratonas promocionais de cerveja estavam ao alcance de todos os cidadãos, sem fazer recurso à calculadora.

 

No final das contas, tudo não passou de uma manobra de distração, enquanto o "Dream Team" de corruptos do MPLA aproveitavam-se da "ressaca" dos angolanos para exportar toneladas de Kwanzas e moedas estrangeiras. Contudo, o choque de realidade só começou a ser sentido quando os EUA e a União Europeia fecharam as torneiras de moedas estrangeiras, associado ao agravamento da crise económica e financeira internacional, iniciada em 2008 e teve o seu apogeu em 2014.

 

Agora percebo o alcance da expressão de JES quando dizia, "o angolano é um povo especial". Certamente que, o próprio Zédu fica estupefato consigo mesmo, e pedir autógrafo a si mesmo por ter ludibriado tanto os angolanos, durante tantos anos, e ainda assim o povo gritava alto e em bom tom: "Dos Santos amigo, o povo está contigo".

 

Felizmente faço parte do "time" daqueles que entendem que não se deixam iludir pela síndrome de Estocolmo pelo então Chefe de Estado, e defendo energicamente, que os Marimbondos e Caranguejos devem devolver o que roubaram ao povo porque a fome aperta e a falta de emprego vai dando asas as velhas profissões, tais como a prostituição e assaltos, em plena luz do dia.

 

Corrigir o que está mal é devolver aquilo que foi roubado ao povo, e hoje, de Cabinda ao Cunene e do Lobito ao Luau, vive no lixo e do lixo.



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