Lisboa – O regresso à Luanda do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, está a ser acompanhamento na perspectiva de alguns integrantes da sua delegação por sentimentos que possam resultar em sacrifício de “algumas cabeças” responsáveis pelos operativos da sua digressão a duas cidades principiais cidades dos Estados Unidos da América (EUA).

Fonte: Club-k.net

Erro em decreto presidencial provoca desgaste

Lourenço tem em mãos o “desgaste” que lhe causou durante os seus dias em Washington, de um decreto presidencial no 217/21, que lhe foi dado para assinar semanas antes da viagem, isto é no dia 8 de Setembro, na qual disponibilizava KZ 2 500 000 000,00 (o equivalente a 4 milhões de dólares) para as “despesas de funcionamento e preparação da 76 sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas”.

 

A chamada de atenção sobre o referido decreto surgiu na sequencia de uma denuncia e exposição feita pela Vice-Presidente da bancada parlamentar da UNITA, Mihaela Webba, quando a caravana presidencial liderada por João Lourenço, já se encontrava na capital norte americana.

 

Segundo apurou o Club-K, a versão constatada entre os integrantes da caravana presidencial à Washington, é de que terá havido erros de “comunicação” e de “feitura do referido decreto presidencial”, que no seu conteúdo deveria ser redigido para despesas de algumas missões diplomáticas e para o funcionamento do MIREX, e não para os preparativos da Assembleia Geral da ONU que acolheu o Presidente da República a Nova Iorque. A Presidência da República , segundo fazem lembrar as mesmas fontes, dispõe de fundos próprios que não carecem de pedidos “feitos pelo ministério das finanças ao órgão Presidente da República”.

 

A partir de Washington, a ministra das finanças Vera Daves de Sousa procurou solicitar esclarecimento a representação diplomática de Angola na ONU, tendo notado que ninguém mostrou-se aberto para assumir responsabilidade sobre a preocupação em causa. Num acto interpretado como demonstração de “observância de austeridade”, Vera Daves tomou ela própria iniciativa de dispensar o luxuoso hotel que a embaixada angolana em Washington reservou para si, optando por ir para um outro que lhe ficou mais barato ao custo de USD 300 a diária.

 

A viagem do Presidente João Lourenço aos EUA (Washington e depois Nova Iorque) foi previamente antecedida pelo o enviou de uma delegação chefiada pelo assessor presidencial para os assuntos diplomáticos Victor Lima a fim de solicitar um encontro entre o Chefe de Estado angolano e o seu homologo norte americano, Joe Biden, o que não foi positivamente correspondido. Mês antes, Luanda havia também instruído a sua embaixada em Washington para renovar o contrato anual com a consultora “Squire Patton”, que cobrava 4 milhões de dólares anual. O contrato foi renovado para o dobro dos custos iniciais.

 

Em meios privados, são conhecidos pareceres de assessores presidenciais rejeitando responsabilidades sobre os despreparamento da agenda presidencial a capital norte americana.

 



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