Lisboa – O acto da institucionalização da Frente Patriótica Unida (FPU), foi assinalado com sinais de tentativas de impedimentos resultando em ofuscamento por parte da media oficial angolana. O mesmo acto foi seguido de uma campanha de desinformação cujo comando foi confiado um elemento do regime, Octavio Capita, muito próximo ao diretor do gabinete de ação psicológica, Norberto Garcia.

Fonte: Club-k.net

Duas semanas antes do evento, os promotores da Frente Patriótica Unida arrendaram uma sala no hotel HCCTA, para às 9h da amanha do dia 5 de outubro, sem no entanto especificarem a gerencia da unidade hoteleira o proposito do arrendamento da sala.

 

De acordo com apurações, quando o regime tomou conhecimento que o aluguer da sala seria o acolhimento do acto de institucionalização da Frente Patriótica Unida, orientou o responsável da repartição da saúde de Talatona para que se deslocasse ao hotel HCCTA para transmitir organizadores do evento que aquela sala não poderia ser usada porque as autoridades precisavam de desinfestar o local porque tomaram conhecimento que um dos trabalhadores do hotel havia contraído o Covid-19. Na sequência de resistência, entre as partes, o responsável da saúde recorreu a polícia nacional, que apareceu ao local para desmobilizar os presentes. Um dos promotores da comissão organizadora do evento, Américo Chivukuvku transmitiu aos responsáveis da saúde e polícia que iriam realizar o acto politico por iniciativa própria uma vez que tinha contratado uma empresa que ajudar na desinfestação da sala. As autoridades não tiveram outra saída senão aceitar.

 

Dias antes o regime delegado o Chefe da Casa Civil da PR, Adão de Almeida para propor as lideranças do PRA-JÁ, que saíssem da Frente Patriótica, em troca da sua legalização. O primeiro quadro do MPLA, a fazer proposta desta natureza foi o general José Ferreira Tavares que agora trabalha no dossiê de desgaste a imagem de Adalberto Costa Júnior.

 

Paralelamente, o regime havia orientado o Tribunal Constitucional a divulgar o acordão de destituição de Adalberto Costa Júnior, assim que o acto de institucionalização da Frente Patriótica Unida (FPU), fosse concretizado.

 

“Na manha de terça-feira (5), a oposição anuncia oficialmente o nome de Adalberto Costa Júnior como Presidente da FPU, e de tarde o Tribunal Constitucional anuncia quem fica Presidente da UNITA”, dizia ao Club-K, uma fonte do que acompanha o assunto.


Censura

Devido a não comparência de quatro juízes do TC, o acordão não foi divulgado neste dia. Por outro lado, os órgãos de comunicação sócia foram orientados a divulgar a informação que o TC acabava de anular o XIII da UNITA. A “orientação superior” a media oficial (TPA, TV Zimbo, e RNA) foi interpretada destinada para ofuscar o acto de lançamento da Frente Patriótica.

 

“Os órgãos de Comunicação Social tutelados pelo Estado, exceptuando o Jornal de Angola, não se deram ao trabalho de noticiar a institucionalização da Frente Patriótica Unida”, notou o antigo assessor de Isaías Samakuva, Lourenço Bento lembrando que “enviaram suas equipas ao HCTA para a cobertura, mas não alinharam a matéria no noticiário do dia.”.

 

“Pelo contrário, foram buscar um dito furo jornalístico para ofuscar o nascimento de uma plataforma que se propõe enfrentar o MPLA nas eleições de 2022. Os angolanos esperaram expectantes a notícia nos órgãos públicos (RNA, TPA, ANGOP, TV Zimbo, PTV) e nada”, escreveu Lourenço Bento, numa nota nas redes sociais.

Filomeno Vieira Lopes perseguido

Nesta sexta-feira (8), a Mwangole TV denunciou que o coordenador adjunto da FPU e Presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, estava a ser perseguido por quatro indivíduos armados, em Luanda.

 



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