Lisboa - José Mateus de Adelino Peixoto é uma das figuras do circulo presidencial com um passado de ligações intensas ao braço juvenil do  MPLA que aderiu em 1974. Começou  no Moxico/Luena, sua terra natal. Mudou-se, depois  para o seminário do  Huambo (por motivos de estudos) passando a ser activista  na  Caala. Rapidamente notabilizou-se como Secretario provincial da JMPLA para a cultura, recreação e desporto. Em 1983, a fama chegou a Luanda e a sede nacional  da “Jota” tratou-lhe uma bolsa de estudos para Portugal oferecida pela UIE- União Internacional de Estudantes.


Fonte: Club-k.net

Em terras Lusas, inscreveu-se na faculdade no curso de Antropologia na Universidade Nova de Lisboa, onde se formou. Apanhou-se com os seus companheiros  da JMPLA/Portugal e ao mesmo tempo ajudou a fundar a União dos Estudantes angolanos em Portugal tornando-se, o seu primeiro presidente. Quando regressou a Angola, em 1987 começou a trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura até   ser, indicado titular da pasta em 1989. Foi por ele que Angola assinou com o grupo dos PALOPS,  o “Acordo Ortográfico de 1990”, em 16 de Dezembro de 90 (Pela parte portuguesa assinou o seu homologo, Pedro Santana Lopes).


A esta altura já estava casado com uma filha de França  Van Dunem cuja relação  foi associado a sua  rápida ascensão . Foi também comissário adjunto de Luanda para a área social (Equivalente a Vice-Governador), ao qual exerceu durante dois anos. A reputação  de “obediente e integro” terão despertado,  JES que em 1992 puxou-lhe para fazer dele Chefe da Casa Civil da Presidência com a categoria de Ministro Junto a Presidência. Acumulava com as tarefas de Secretario do Conselho da Republica.


Uma das manifestações de confiança que JES tem por ele esta reflectida no facto de, três meses antes de completar  34 anos de idade, ter sido  coptado  para subscrever, a 21 Setembro de 1992,  o  grupo restrito  de accionista que integram a Gefi, o gigante braço empresarial do MPLA cuja informação do dossiê é do desconhecimento de altas figuras do partido.


Adelino Peixoto  ascendeu ao Comitê Central do MPLA em 1998, um anos antes JES indicar-lhe-ia Secretario Geral da Presidência, cargo que conserva ate aos dias de hoje. A sua área corresponde aos três “poderes” existentes na Presidência da Republica (Casa Militar, Casa Civil e Secretaria Geral).  Peixoto que foi recentemente reconduzido ao posto  responde pelas questões administrativas. Faz parte do seu gabinete, a Chancelaria das Ordens e Condecorações, o  Secretariado do Conselho da República e o  Centro de Documentação e Informação. O mesmo tem a competência de  organizar, coordenar e controlar toda a actividade administrativa, financeira, logística e de assistência técnica aos Serviços de Apoio ao Presidência da República. Aparenta gostar do trabalho  e não lhe são identificadas pretensões de deixar o palácio presidencial (Já recusou proposta para governar a província do  Huambo e para ser Embaixador).


O que mais se estima nele, segundo figuras que com ele  privam,  é a sua educação (considerada esmera). Foi à pessoa a quem, em finais da década de 80, o pai de Nito Alves foi encaminhado, em meios informais, para estabelecer contacto com o regime. Na altura, Adelino Peixoto revelou-se  compreensível e tolerante quanto a  vertente social do assunto. Foram lhe identificadas defesa de uma recompensa a família de “Nito Alves”, mas acabou por ser mal interpretado no  MPLA. O pai de Nito Alves chegou a receber promessas do mesmo, mas  Peixoto teria sido “intimidado” a não dar atenção ao velho. (O velho recebeu um land rover cuja proveniência se desconhece).


Partilha uma amizade solida com Carlos Maria  Feijó e António de Campos Van-Dúnem “Toninho”. Amizade ao estilo de viajarem juntos a Londres e alguns casos gozar férias em casa de “Toninho” no Brasil (Um sobrinho do falecido Pedro de Castro  Van-Dúnem “Loy”, de nome impreciso  actuava como membro do grupo de avanço das viagens).


É também referenciado como muito charmoso  (Perfumes Italianos e Franceses). Aprecia ir à discoteca passando-se por estranho aos  olhos da nova geração. (leva apenas um guarda, que fica  muito disfarçado).


Como pessoa é igualmente “muito simples”, segundo conclusão de colegas do partido.Concorreu a deputado do MPLA em 2008. Na véspera da campanha eleitoral largou por alguns dias o palácio presidencial para integrar o grupo de acompanhamento do partido no Município do Cazenga. Chegou a dormir no comitê do MPLA daquele município. (foi lhe disponibilizado um colchão). Justino Fernandes, então assessor para os assuntos sócias do Presidente levava-lhe mantimento.


São lhe conhecidas apetências pela docência (Ciências Sociais, como área de eleição). Detém uma pos graduação em Administração Pública pela WITS University em Joanesburgo.



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