Washington - No passado dia 2 de setembro, a Friend of Angola (FoA), uma ONG norte americana baseada em Washington escreveu ao Secretário de Estado dos EUA, Antony J. Blinken, uma carta com copia a seis senadores alertando sobre a necessidade de observadores internacionais para monitorar as eleições conturbadas de Angola.

Fonte: Club-k.net

ONG endereçou carta  ao Secretario de Estado e aos congressistas

A (FoA), chama  atenção que o MPLA, partido no poder em Angola estava aprovar uma lei orgânica eleitoral com o objetivo de “subverter o desejo do povo e minar o processo democrático para as próximas eleições em Angola em 2022”, considerando que isso em si era objecto de “preocupações sobre o transparência eleitoral em Angola. Por isso, segundo a carta desta ONG, “Para ajudar a tranquilizar a maioria dos angolanos, a (FoA) acredita que são necessários observadores internacionais para monitorizar as conturbadas eleições angolanas”.


A referida ONG fez lembrar as autoridades americanas sobre o discurso do Presidente Joe Biden ao congresso em Fevereiro deste ano em que este alertava que a democracia estava em competição com o crescimento de governos autocráticos em todo o mundo, na qual o líder deste país afirmava que “temos que provar que a democracia ainda funciona”.


“Assim, estamos apelar o governo a mobilizar todos os recursos disponíveis para defender a democracia não apenas na Ásia, Oriente Médio, Europa, América do Sul e do Norte, mas também em África”, apelou aos congressistas a FoA, lembrando haver alguns ganhos.

“Vimos alguns ganhos no processo democrático, como as recentes eleições na Zâmbia, mas os acontecimentos em Uganda também servem como um alerta. Portanto, pedimos à administração e à comunidade internacional que defendam a democracia, impedindo qualquer tentativa de subverter os desejos do povo e minar o processo democrático para as próximas eleições em Angola em 2022. Uma ameaça à democracia em Angola é uma ameaça contra todos os nações que abraçam os valores democráticos”, lê-se da missiva que o Club-K teve acesso.

 

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: