Luanda - “A ANIESA não multou a clínica Grande Muralha da China. Quem souber dessa multa, que venha ter comigo e esfregue na minha cara, porque isso é uma inverdade! Não há multas e muito menos reagentes caducados. A gente lida com vidas humanas e não com qualquer matéria-prima”, assim começa a conversa com Júlia Mbumba, directora de Comunicação e Imagem da clínica, que se mostra agastada com as notícias que têm estado a ser publicadas nas últimas 24 horas sobre a clínica que representa.

Fonte: Club-k.net

Júlia Mbumba informa que não procede a informação de que nesta unidade hospitalar verificou-se o manuseio de medicamentos e reagentes com datas de caducidade vencidas, conforme indicou o ponto 7 de um relatório apresentado pela ANIESA, lido pelo seu porta-voz em directo no noticiário das 07h desta terça-feira, em cadeia radiofónica pública nacional e nos noticiários subsequentes.

 

Conhecendo o seu direito à resposta, respondeu a seguir, no programa Kiandando. Uma resposta que não seguiu com a notícia que manchava e difamava a clínica.

 

A directora afirma estar a ser uma brincadeira de muito mau gosto da ANIESA e que pode prejudicar a Muralha da China como unidade hospitalar.

 

“Se é essa a intenção, vocês podem achar que fazem um bom trabalho, mas a verdade vem sempre ao de cima. Os serviços públicos têm de ter seriedade suficiente e a autonomia que os leve a não faltar nunca com a verdade. Somos uma instituição séria e exigimos o devido respeito. Vocês só precisam de trabalhar de facto para mostrar que trabalham", disse.

 

Na sua nota de esclarecimento referia que o medicamento encontrado pela ANIESA na farmácia interna daquela clínica no dia 01 de Outubro de 2021, pelas 11h30min., e já em zona de quarentena, como fazem com todos os medicamentos em via de expiração, tinha caducado no dia 30 de Setembro do mesmo ano (um dia antes da inspecção). “A nossa farmacéutica não teve tempo de retirá-lo daquele lugar, já que é um processo que se faz no final de cada dia, quando o movimento se faz mais calmo”, esclarece a nota.

 

Lê-se na mesma nota que a cautela e o zelo da farmacéutica ou de qualquer outro funcionário não levaria, de maneira alguma, que o medicamento fosse vendido e/ou administrado a qualquer paciente.

 

“Não é verdadeira a informação de que se verificou o manuseio desse medicamento”, defendeu-se.

 

O medicamento em causa era apenas uma caixa, que continha duas cápsulas. Quanto aos reagentes, a clínica diz ter provado aos fiscais da ANIESA de que estavam dentro do prazo, com data de validade até 09/10/2022 (ver foto), ou seja, falta mais de um ano para a expiração a contar da data da inspecção.

 



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