Lisboa – Alguns militantes da SWAPO, o partido no poder na Namíbia, olham para os últimos desenvolvimentos em Angola e manifestam receio de uma eventual passagem do MPLA para a oposição, já nas próximas eleições gerais de 2022. No grupo do Whatsup (Swapo Solidarity Freedon), militantes deste partido histórico tem promovido nas ultimas semanas, debates centrados nas lacunas que no seu ponto de vista levam o Presidente de Angola a arrastar o seu partido para a oposição, o que serve de medidas de prevenção.

Fonte: Club-k.net

SADC observa fenómeno de oposição se tornar poder 

Nos referidos debates, a SWAPO apresenta o Malawi, o RDC, e a Zâmbia, como o exemplo de três países da região da SADC que realizaram eleições nos últimos anos em que a oposição chegou ao poder. Os militantes da SWAPO olham para o partido no poder em Angola como potencial para ser o próximo a ser afectado pelo fenómeno. Os internautas interagem falando da pressão que a juventude tem feito para ter João Lourenço fora do poder, enquanto outro questiona, se o divorcio entre o Chefe de Estado angolano com os jovens deve-se pela forma que trata a família do seu antecessor, se por não conseguir cumprir com as suas promessas ou se é problema de incompetência.

 

A convicção que conduz interpretação de que o MPLA é o próximo partido da SADC a ir para a oposição próximo ano, é baseada na intranquilidade identificada no Presidente João Lourenço que numa situação de aflição decorrente da sua perca de popularidade, usou o Tribunal Constitucional para se livrar do seu principal adversário político da presidência da UNITA, o maior partido da oposição.

 


Ainda nos debates cujo conteúdo o Club-K teve acesso, os militantes deste partido incentivam a direção da SWAPO a estudar os erros de João Lourenço para que não sejam repetidos pelo partido no poder na Namíbia, que em 2023 realiza eleições gerais.

 

REPERCUSSÃO NA MEDIA AFRICANA

 

No dia 7 de outubro desde mês , o Tribunal Constitucional de Angola destituiu Adalberto Costa Júnior da presidência da UNITA. No dia seguinte, a rádio NDC da Namíbia promoveu um debate, onde os analistas referiram-se como o Presidente de Angola se livrou de um potencial adversário político.

 

Uma semana depois houve debate do género numa rádio local na Zâmbia, onde os ouvintes telefonavam para fazer paralelismo da conduta de João Lourenço e a do antigo Presidente zambiano Edgar Lungu. Um dos ouvintes dizia que “é por isso que nos tiramos o Presidente Lungu, porque ele também queria usar os tribunais para os seus objetivos políticos pessoais”

 

Ainda em Africa, uma rádio do Quénia transmitida on-line, levou a debate o mesmo assunto, tendo um dos analistas indicado que Angola deu um mal exemplo de como se manipula o poder judiciário.

 



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