Joanesburgo - O Presidente do Ruanda, Paul Kagame não conseguiu ter um encontro com o presidente dos EUA Biden, a margem da reunião da Cúpula do G20, realizada a semana em Roma. O Jornal “RPFGAKWERERE”, detido por imigrantes ruandeses nos EUA, associa o distanciamento de Biden para com Kagame, como uma nova medida da maior potencia do mundo  em fechar às portas a ditadores africanos.

Fonte: Club-k.net

EUA fecham as portas a ditadores africanos

A publicação assinada por David Himbara recorda que o Presidente Paul Kagame foi o ditador favorito da América durante a presidência de Bill Clinton, George W Bush e Barack Obama. Contudo recorda  que   o distanciamento dos EUA para com Kagame começou a ser verificado ainda na presidência de Donald Trump no período em que o  Ruanda foi excluido  da lista de isenção de tarifas da Lei de Oportunidades e Crescimento Africano (AGOA).

 

“O presidente Joe Biden continua a isolar Kagame. Biden recusou-se a se encontrar com Kagame na Cúpula do G20 em Roma em 30-31 de outubro de 2021”, lê-se no texto de  David Himbara lembrando  que de África, Biden convidou Uhuru Kenyatta do Quênia, Cyril Ramaphosa da África do Sul, Félix Tshisekedi da RDC e Ali Bongo do Gabão. E em 14 de outubro de 2021, Biden recebeu o seu homólogo queniano na Casa Branca em Washington, Uhuru Kenyatta.

 

Recordando os tempos de “Lua de Mel”, a publicação lembra ainda que Kagame, costumava visitar os Estados Unidos pelo menos uma dúzia de vezes por ano, mas agora já “não vai à América há 2 anos. Kagame visitou os Estados Unidos pela última vez em 24 de setembro de 2019, para a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Kagame não é mais o ditador favorito americano”, remata a Jornal “RPFGAKWERERE”.

 

De realçar que desde que Joe Biden assumiu o poder, fez o seu primeiro discurso sobre política externa alertando que os lideres autocráticas estavam a crescer e que os EUA usariam todos meios em seu alcance para que estes não vençam a democracia. Uma das medidas aplicadas é não receber na Casa Branca ditadores e aplicar sanções contra líderes que recorrerem as eleições fraudulentas para se manterem no poder. Os EUA aplicaram sanções ao Presidente do  Uganda e membros da sua familia, ameaçaram o PM Somália, o antigo Presidente da  Zâmbia no passado mês de Agosto, e neste momento estão de olhos virados para as eleições de 2022, em Angola.

 



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