Lisboa - Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções financeiras à procuradoria federal da Nicarágua e a nove altos responsáveis do país, "em resposta ao simulacro de eleições orquestrado pelo Presidente Daniel Ortega e pela vice-presidente Rosario Murillo".

Fonte: Lusa

A ameaça de sanções estava latente desde o escrutínio de 07 de novembro, privado de oposição, na sequência do encarceramento dos principais adversários do Presidente.

 

As medidas punitivas norte-americanas têm assim como alvo o ministério público nicaraguense, acusado pelo Tesouro norte-americano, num comunicado, de ter "injustamente detido e aberto inquéritos contra candidatos à Presidência, o que os impediu de concorrer e, portanto, minou a democracia".

 

As sanções visam também membros do Governo, entre os quais o vice-ministro das Finanças, José Adrián Chavarria Montenegro, e o ministro da Energia e das Minas, Salvador Mansell Castrillo, bem como os presidentes das câmaras de Matagalpa, Jinotega e Esteli, acusados pelo Tesouro de envolvimento na repressão violenta de manifestações pacíficas em 2018.

 

Os seus eventuais bens nos Estados Unidos estão congelados e o acesso ao sistema financeiro norte-americano foi-lhes vedado.

 

O Presidente norte-americano, Joe Biden, classificou como "uma farsa" as eleições que permitiram, sem surpresa, a reeleição de Daniel Ortega para um quarto mandato consecutivo, com a mulher, Rosario Murillo, como vice-presidente.

 

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, tinha avisado de que Washington estava a planear a imposição de novas sanções.

 

"O regime de Ortega utiliza as leis e as instituições para deter membros da oposição política e privar os nicaraguenses do seu direito de voto", declarou a responsável pelas sanções do Tesouro norte-americano, Andrea Gacki, num comunicado.

 

Segundo a responsável, "os Estados Unidos enviam uma mensagem sem ambiguidade ao Presidente Ortega, à vice-presidente Murillo e ao seu círculo mais próximo, demonstrando o seu apoio ao povo da Nicarágua, nos seus apelos em favor de reformas e do regresso à democracia".

 



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