Luanda - Alguns órgãos de comunicação social divulgaram informações segundo as quais a Anseba ganhou o concurso de gestão dos Supermercados Kero por suposto favorecimento ou ligação com ministro do Comércio. Infelizmente, ao contrário do que recomendam as boas práticas do jornalismo não se ouviu os vencedores, talvez por serem africanos ou não, o certo é que nenhum jornalista tentou ao menos ouvir a versão da outra parte, no caso a da Anseba.

Fonte: Club-k.net

Sem rodeios, a Anseba ganhou o concurso de gestão simplesmente porque respondeu aos requisitos e as exigências do concurso, é isso que os outros, acostumados a subjugar os africanos, não dizem. Não responderam aos critérios perseguidos pelo promotor do concurso.


Anseba ganhou o concurso de gestão dos Supermercados Kero porque aceitou correr riscos, como oferecer uma garantia de dez milhões de dólares, partilhar os lucros anualmente com o Estado, na ordem de 4%, pagar renda pelo espaço e limitar-se a geri-lo, sem que seja toda a estrutura física que compõe o Kero.


Foram esses os critérios que permitiram a Anseba ganhar o concurso, e nenhum outro. São critérios objectivos e podem ser fiscalizados por qualquer uma das pessoas interessadas. Os outros concorrentes não responderam a esses critérios. Essa é a única verdade.


Por outro lado, a Anseba não tem nenhuma relação com Victor Fernandes, ministro do Comércio, pois quando a empresa foi constituída, o actual ministro sequer era conhecido dos cidadãos. É uma questão de os jornalistas investigarem, e a verdade falará por si. O diário da República exibido nessas notícias apresenta sim um Fernandes, mas não é o Victor, o ministro, tão pouco é seu familiar. Como é facilmente verificável, quando nasceu a empresa o ministro devia estar a estudar. Nunca foi parceiro da Anseba nem os seus familiares.


Envolver o nome do ministro é uma maneira de fugir a verdade dos factos, porque os factos são que Alimenta/Carrefour não foram capazes de responder aos critérios exigidos. Essa é a única verdade por detrás da entrega da concessão por dez anos das lojas Kero.


Quanto à suposta falta de experiência, é outros dos argumentos para fugir aos critérios do concurso não respondidos pela Alimenta e Carrefour. A Anseba construiu de raiz um dos maiores supermercados no município de Cacuaco, Africana, localizado nas antigas salinas, e este vende muitos produtos locais ou nacionais.


A Anseba é proprietária de fábricas de produtos de higiene e alimentos (como o papel higiénico e guardanapos Linda, o sumo e a batata Lulu). A Anseba emprega mil trabalhadores e paga duzentos milhões de kwanzas de imposto anualmente ao Estado.


Os africanos não têm lugar em Angola?


Parte das notícias veiculadas sobre o concurso resvalou para xenofobia, afirmando que a Anseba era de africanos, eritreus, como se esses estivessem proibidos de trabalhar em Angola.


Sim, os proprietários são eritreus, ou melhor, africanos e trabalham num país africano (Angola), contribuindo para o seu crescimento. Os investimentos falam por si.


Em Angola, os eritreus, congoleses, argelinos e outros devem sentir-se em casa ou não tivessem sido os primeiros a estender a sua mão para ajudar os movimentos nacionais de libertação. O continente está independente há 50 anos e conta com muitos quadros que nada devem aos europeus ou sul-americanos.

Nessa actividade, gestão de supermercados,os africanos já não têm muitas lições a aprender com europeus ou sul americanos, modéstia à parte. Os africanos precisam agora aprender a ir à lua.

 



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