Luanda - Em Angola quando se pensa e fala-se em corredores de interligação regional, de infras-estruturas de transporte e logística, parece nos que a uma tendência de restringirmos ao Corredor do Lobito, e aos portos de Luanda e Lobito. E esta tendência faz com que não se preste muita atenção em outros corredores e infras-estruturas de transporte.

Fonte: Club-k.net

Atendendo o actual contexto macroeconómico que Angola atravessa, caracterizado por uma crise económica a mais de 4 anos, é fundamental adopção de estratégias e políticas públicas que visem alavancar a economia. E de acordo com as teorias de desenvolvimento regional as infraestruturas de transporte constitui elemento chave para o crescimento económico.

 

Hoje num mundo cada vez mais globalizado, as questões económicas com grande destaque a geopolítica da logística na relação entre os Estados, coloca cada Estado, numa crescente preocupação com o melhoramento das suas infrasestruturas de transporte com o propósito de, reduzir a interdependência económica e obter vantagens económicas no âmbito da cooperação e da integração regional, Angola não pode estar alheia a este fenómeno.

 

O sector logístico em Angola, é relativamente atrasado em relação os seus parceiros regionais em todas frentes. E de acordo com o Índice de Performance Logística do Banco Mundial, em 2018 colocava Angola na posição 159ª entre 160 países.

 

Como o corredor norte-sul pode melhorar a nossa posição na geopolítica de trasporte e logística?

 

Primeiro interessa-nos caracterizar aqui o Corredor Norte-Sul. Em um corredor que liga, Santa Clara- Ondjiva- Lubango-Huambo- Alto Hama- Quibala-Dondo- N´Dalatatando- Luacala- Negage- Damba-Maquela do Zombo-Quimbata Fronteira com República Democrática do Congo.

 

As ligações anteriormente descritas neste corredor mostram como é de capital importância e estrategicamente investir nele, até porque ele interliga-se com corredor Luanda-Soyo-Cabinda.

Que vantagens pode trazer se investirmos seriamente neste corredor?

Custos inferiores de transporte;
• Serviço de fretes mais rápidos;
• Despesas de congestionamento reduzidas;
• Geração de emprego;
• Intensificação das trocas comerciais;
• Crescimento económico

Portanto, é possível aumentar o volume das trocas comerciais, permitir o acesso das mercadorias e produtos aos principais portos, facilitar o escoamento da actividade extractiva e mineira e transformar Angola num centro logístico importante a nível da região, por via dos corredores (norte e sul) de interligação. Mas isto requer investimento, visão estratégica e articular isto a nossa Política Externa.

 

Não desaconselhamos o investimento no Corredor do Lobito, mas acreditamos que o Corredor Norte-Sul estrategicamente é um activo que traria mais desenvolvimento e eficiência no transporte dos produtos.

 



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