Lisboa – Francisco Higino Lopes Carneiro, é citado em círculos políticos do MPLA, em Luanda, como estando num quadro de reaproximação a João Manuel Gonçalves Lourenço, acentuado nos esforços de reconciliação interna que norteou o VIII congresso do MPLA.

Fonte: Club-k.net

Diferente a Manuel Rabelais, e outros quadros próximos a José Eduardo dos Santos (JES) que enfrentam condicionantes com a justiça, Higino Carneiro foi reconduzido para o Comité Central do MPLA, para um mandato de quatro anos. No primeiro semestre do corrente ano, foi lhe confiada a missão para deslocar-se a Barcelona, Espanha, a fim de passar uma mensagem presidencial a José Eduardo dos Santos.

 

De acordo com cronologia dos factos, a reaproximação entre ambos começou a ser sentida em Março de 2020, quando o João Lourenço, nas vestes de líder do MPLA, recebeu lhe, em separado, na sede do partido, para uma audiência que visou aclarar antigos pendentes.

 

Antigo oficial das FAA, e membro de equipas de negociações para a paz, ao tempo do conflito armado, Higino Lopes Carneiro, é referenciado como tendo sido “marcado” por JL, por ter sido o dirigente, que durante uma reunião com JES no passado se insurgiu contra a indicação do nome de João Lourenço como futuro sucessor presidencial. Em Fevereiro de 2016, quando exercia funções de governador provincial de Luanda, afastou um homem de confiança de Lourenço, do cargo de Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda.

 

No lugar deste homem de confiança, de nome José Ferreira Tavares, o então governador Higino Carneiro não nomeou ninguém ficando a ideia de que ele não fazia falta ou de que com ou sem Tavares aquela administração funcionava.

 

Quando Lourenço assumiu o poder afastou Higino Carneiro que viu cair sobre si, processos judiciais, incluindo o caso de fundos do GPL, usados para a campanha eleitoral do MPLA, para pagamentos de fiscais eleitorais.

 



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