Lisboa - É atribuído ao SINSE – Serviço de Inteligência e Segurança de Estado a produção de uma avaliação na qual identifica na UNITA, indicadores de impreparação para governar Angola, num futuro próximo. A avaliação, segundo apurações, é baseada na coleta de reações de quadros e militantes  nas redes sociais alegadamente “carregadas de excessos de violência verbal”, que contrariam o espirito de unidade nacional no país. A UNITA, no ponto de vista do SINSE, é ainda um “partido fechado” operando em critérios de prioridades familiares.

Fonte: Club-k.net


O SINSE é entre os três aparelhos de segurança de Estado existente no país , o que tem competências destinas a produção de informações, analises e a realização de medidas e ações visando a garantia da segurança interna, a preservação do Estado de Direito Democrático constitucionalmente estabelecido.

 

Em Abril de 2019, foi introduzido na nova organograma do SINSE, um denominado Centro de Desenvolvimento Técnico (CDT) cuja missão é a recolha e tratamento de dados, e informações veiculadas nas redes sociais e nos órgãos de comunicação públicos e privados, nacionais e estrangeiros e noutras publicações diversas.

 

A medida faz parte das reformas que o actual director Fernando Miala tem estado a implementar na secreta domestica. O CDT, segundo orientação  estatutária é dirigida por um director nacional, coadjuvado  por um adjunto.

 

Há 10 anos, o SINSE, reconhecia estar a enfrentar dificuldades no desempenho da tarefa de controlar a acção do núcleo duro da direcção da UNITA, descrito num relatório sobre o assunto como “grupo de Samakuva, (que) sabe e dirige o jogo político”.

 

Nos meses que antecederam as eleições de 31 de Agosto de 2012, o SINSE empregou métodos de vigilância electrónica e humana (Comint e Humint) que o remeteram em acções de infiltração na UNITA. O êxito do SINSE, nos seus múltiplos esforços para “empastelar” a UNITA, na véspera da preparação do pleito eleitoral, foi o recrutamento de um dirigente da direção deste partido opositor levando a secreta a ter acesso a relatórios e actas de reuniões do maior partido da oposição.

 

Por efeito de "cover action", o antigo núcleo duro do ex-líder  Isaías Samakuva, obteve evidencia das penetrações que ocorriam nas suas hostes e realizou reuniões que induziriam ao SINSE obter pela mesma via informações incorretas sobre a sua estratégia eleitoral. O SINSE, baseado em dados em sua posse, suspeitava que a UNITA dispunha de um avantajado plano anti-fraude ao qual teve dificuldades no acesso.


Naquele mesmo ano o SINSE revelou-se inapto em interceptar /detectar operações da UNITA que resultou no acompanhamento de um grupo de técnicos do Ministério da Segurança da China despachados para uma operação de manipulação de “software” eleitoral em Angola.


A estratégia eleitoral da UNITA estava, por questões de segurança, nas mãos de três altos dirigentes, e contava com uma assessoria estrangeira habilitada em desmantelamento de fraudes eleitorais.


O partido do "Galo Negro" formou estruturas dirigidas por antigos oficiais dos seus extintos serviços de inteligência destinadas a anular “cover action” do SINSE. Nas reuniões da UNITA são proibidas a entrada de telefones e outros meios semelhantes.

Adalberto Costa Júnior, o novo líder do partido detém vasto conhecimento sobre matéria de inteligência, obtida de uma formação em contra-inteligência feita em Marrocos ao tempo da guerrilha da UNITA, levada a cabo por Jonas Savimbi.

 



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