Cabinda – A resistência cabindesa anunciou que três soldados angolanos foram mortos e dois ficaram feridos numa emboscada da guerrilha em Cabinda. 
 
ImageSegundo um comunicado assinado por Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior das FAC (Forças Armadas de Cabinda) Unificadas, braço armado da FLEC, a acção ocorreu às 10h35 de 27 de Junho quando uma patrulha das Forças Armadas de Angola (FAA) foi alvo de uma emboscada numa «picada liga as aldeias de Cata Xivava e Caio Contene, perto do cemitério de Madoco» precisa o documento.

Esta acção ocorre quando a FLEC decidiu reduzir as acções militares no território para «dar uma oportunidade à diplomacia», explicou fonte na guerrilha à PNN que lamenta o «silêncio permanente» do Governo angolano que «não dá sinais claros de vontade para dialogar».

Entretanto o comandante da guerrilha Filomão Mavungo, chefe militar da frente norte, acusou empresas brasileiras de prospecção petrolífera onshore, associadas à Sonangol, de «estarem cada vez mais presentes em Inhuca, Dinje, Necuto e Buco Zau» considerando uma imprudência às advertências da guerrilha que alerta repetidamente para a situação de guerra que ainda se vive em Cabinda e que pode causar a morte de estrangeiros.

O mesmo comandante afirmou também que 26 militares das FAA teriam sido mortos em combates com a guerrilha durante a primeira quinzena de Junho na região de Necuto, Chinvula Chiaca e Cata-Xivava. Informação que não pode ser verificada pela PNN.

O Governo de Angola, MPLA, ainda não reconhece a existência de combates em Cabinda, e consequentemente não confirma a morte de militares. Através do ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, atribui as acções da resistência a actos de banditismo local.

Apesar da UNITA ter quebrado o silêncio sobre uma resolução politica para a questão de Cabinda, rejeitada pela direcção da FLEC, o Governo angolano recusa oficialmente qualquer discussão que vise a reabertura de negociações com as forças nacionalistas, militares e intelectuais, cabindesas. O MPLA prefere continuar a apostar no Memorando de Entendimento assinado com António Bento Bembe, ex líder de uma facção extinta da guerrilha cabindesa. Mas, oficiosamente o MPLA tem estabelecido contactos com os nacionalistas cabindeses que rejeitam Bento Bembe.

É uma sequência da «decepção» do Governo angolano em relação aos parcos resultados obtidos pelo Fórum Cabindes para o Dialogo (FCD) de Bento Bembe que além de não conseguir congregar em seu torno as múltiplas sensibilidades nacionalistas, e sendo radicalmente rejeitado pela guerrilha, começa a ser vítima de fortes divergências e divisões internas.

A operação de sedução das populações cabindesas refugiadas nos congos revelou-se também como um «fiasco» para a equipa de Bento Bembe que disponibilizara fortes meios financeiros e apoios nesta iniciativa, confirmaram refugiados.
 
Fonte: PNN Portuguese News Network



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