Luanda – Estão a ser dadas como “acertadas”, avaliações segundo as quais o regresso de João de Almeida Azevedo Martins, para a sua anterior posição no Bureau Político (área dos assuntos políticos), seria acompanhada com o esvaziamento da importância do general José Ferreira Tavares, nas missões políticas (de acompanhamento a UNITA) que lhe haviam sendo confiadas

Fonte: Club-k.net

Rede de general Tavares perde importância política

Homem de confiança do Presidente da República, o general José Ferreira Tavares desempenha informalmente tarefas de desgaste a UNITA e ao seu líder Adalberto Costa Júnior. Apesar de ser considerado como o “assessor informal” do PR que mais apresenta resultados quanto ao dossier UNITA, o general José Ferreira Tavares é, por outro lado, rejeitado no seio do regime, que o “culpam” pelo trabalho que exerce sem profissionalismo comprometendo imagem de João Lourenço.

 

A avaliação inicialmente traçada era de que os trabalhos políticos de general José Ferreira Tavares seriam esvaziado com o regresso de “Jú” Martins, que se revela mais capacitado em conduzir a área política do MPLA, favorecendo o diálogo, no lugar de praticas de subversão política.

 

Após o regresso de “Jú” Martins foram notados os seguintes sinais quanto ao enfraquecimento (político) das ações do general José Tavares nos seguintes pontos a saber:

 

- Kawiki Sampaio da Costa, o responsável da rede de José Tavares junto de militantes que conspiram contra a liderança da UNITA deixou de viver numa unidade hoteleira a custa do general do regime, na província do Bengo. Sem verbas, Kawiki mudou-se para uma residência   perto da Urbanização Marconi, no  município do Cazenga.

 

- Um dos “adjuntos” de Kawiki da Costa, contactou a direcção da UNITA, requisitando um encontro ao alto nível para transmitir condições de tréguas, aos trabalhos de conspiração contra o maior partido da oposição.

 

- A TV Zimbo suspendeu um dos seus programas de analise dominical, que se estava a especializar em “triturar” problemas do maior partido da oposição, a UNITA. De acordo com informações, há muito que a Zimbo planeava alterar o programo sendo que recuava por “desaconselhamento” do general Tavares.

 
- Carlos Alberto passou a escrever textos de sensibilização sobre a missão do SINSE, precipitando leituras de “desejo” de uma eventual promoção interna decorrente do “esvaziamento” da estrutura de José Tavares, o general que o terá “ajudado” depois de ter sido expulso da ERCA, por fazer parte da segurança de estado. O ingresso na ERCA é incompatível a atividade de espionagem. 

 

- Extinção do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança do Presidente da República, cujo director Ernesto Manuel Norberto Garcia havia se constituído num dos principais “assessores informais” de José Tavares.

 

“Jú” Martins, o “repescado” responsável pela área política do MPLA, é segundo o consultor politico Walter Ferreira, “um profissional da política, um ideólogo que, pelo facto de não ser tão conhecido no espaço público, se enquadra no perfil da obra de um autêntico senhor da sombra”... “alguém que sabe desenhar caminhos, articula os argumentos com a exposição da realidade. Por isso, torna-se imbatível como uma das figuras imprescindíveis para a reconfiguração da estratégia política eleitoral adequada aos novos desafios da sociedade”. Lê-se no parecer de Walter Ferreira.

 



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