Luanda - Não se pode mais, sustentar a narrativa, na omissão ou exclusão, pois afinal estaremos perante um momento, em que se colocam inúmeros desafios, pelo que não poderemos, só porque queremos; abominar ou entender os outros, simplesmente como nos convém, na nossa visão, para estimular os egos, quando afinal desde os religiosos, aos políticos e todos demais, somos no essencial Angolanos.

Fonte: Club-k.net

Pelos vistos de pouco ou nada teria adiantado este anterior cálculo, no esforço da avaliação sumária, no intuito de querer desqualificar, porque antes e acima de tudo somos patriotas, por isso precisamos de perder a vergonha de falar com quem sabe..na busca das soluções para os problemas, e assim com trabalho se obter melhores resultados e servir com ética as populações e reverter-se um desenvolvimento palpável nos sectores.


Na aviação temos animadamente feito o mais difícil perante as enormes potencialidades e o incontornável expressivo investimento no capital humano, e não só, porque entretanto não representou o devido aproveitamento, isto válido quer para os residentes, ou mesmo os outros na diáspora: ficando na maioria das vezes, como se vislumbra, perdidos em lutas espúrias e não realizamos o óbvio.


Para tanto, e salvo melhor opinião; não dispondo de uma rede ferroviária para o transporte regular de passageiros e cargas, que cumpra esse papel, e olhando para o estado da rede rodoviária nacional, ainda assim pouco desenvolvida e a obrigar muito desgaste e tempo para transpor as distâncias; a alternativa mais imediata poderá estar no uso desabrido das infraestruturas aeroportuárias e impulsionar a conectividade e propiciar as trocas comerciais e através delas provocar a progressiva diversificação da economia, com o enriquecimento e desenvolvimento das várias regiões.


Um boom nas ligações interprovinciais pode ser a receita, no mais imediato alcance e em si, não depende de terceiros, nem de grandes recursos financeiros, que hoje por ironia já se gasta, sem retorno, pois entre as muitas variáveis, a extensão geográfica fará o seu papel. Também dispensa a utilização de aviões xpto; porque em bom rigor os meios existentes no seu conjunto tem uma ocupação muito aquém da capacidade instalada.


Com o avolumar dos constrangimentos de logística em decorrência da pandemia; de que estaremos a espera ou o que mais tem que acontecer, para percebermos que a exemplo de todos os países, precisamos de ter a escola de formação de pilotos e de todos os outros profissionais no sector aeronáutico em território nacional, sendo certo que se poderá a posterior realizar-se determinadas qualificações no exterior, daí que seja incontornável o apoio e a urgência de aprimorar a reabilitação do aero clube de Angola, a par das várias escolas homologadas, mas que enfrentam todo o tipo de discriminação e falta de incentivo. O que nos leva a não considerar a aviação desportiva e o fomento das ligações no regime de táxi aéreo, para as pequenas e urgentes missões desde o correio, salvamento e outras de natureza inquestionável num País de dimensões continentais e com inúmeros problemas que jamais poderão estar a mercê de Luanda. Aliás apenas anuncia o descalabro e inibe tantas capacidades e a ousadia de governos provinciais e a iniciativa de tantos empresários e angolanos de boa vontade.


Para quando se pensa estar em condições de discutir a abertura de bases operacionais em paralelo com Luanda, como aliás tem sido um dos meus cavalos de batalha, entretanto sem eco por parte de quem deveria pelo menos interrogar-se. O que dizer de se considerar a existência de outro ponto de entrada e saída para voos intercontinentais, e se ultrapassar a exclusividade do aeroporto de Luanda e suas limitações, e claro o estrangulamento de opções comerciais e financeiras de grandes segmentos da população. Querendo não será tão difícil, nem demorado, como muitos ousam conjecturar para limitar a acção. Quando se tornará realidade a pernoite dos aviões, noutros pontos do País, além de Luanda. Angola terá que encarar o segmento da carga aérea como um nicho de grande negócio e soberania na logística estratégica do país e de exportação e importação e não se limitar a receber as royalties, devendo prontamente o estado ou a iniciativa privada nacional ou em parceria ser licenciada.


Como nota positiva, o asseguramento do desenvolvimento da aviação apenas irá ter consistência, quando formos capazes de assegurar o conjunto dos serviços, com autonomia e competência no interior do País, indistintamente do concurso natural de força técnica de expatriados emigrantes e não cooperantes, com destaque para os serviços de manutenção e a plena capacidade da preparação e despacho operacional, e a obtenção dos sobre voos e dos slots e outras autorizações relativas ao planeamento das rotas.


Como desafios na equação é notória a pobre conectividade na África Central e ocidental e que resulta num potencial de negócios e rentabilidade não aproveitadas pelas companhias aéreas e onde Angola poderia muscular e se posicionar. Na prática para um voo de uma hora o passageiro, sujeita-se a ter que percorrer 10 ou mais horas para fazer a ligação

 

 



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