Luanda - O Movimento dos Estudantes de Angola (MEA) manifesta-se solidário com as reclamações dos professores do ensino superior, que se encontram em greve por tempo indeterminado há mais de um ano, em todo o país.

Fonte: Club-K.net

Para pressionar o regresso às aulas nas instituições públicas de ensino, o MEA em Luanda, convocou para sábado, 5 de Fevereiro, uma manifestação de rua, devido à paralisação dos professores, situação que de acordo com o Movimento dos Estudantes Angolanos “os principais prejudicados são os estudantes”.

 

“Face a greve dos professores universitários das instituições Públicas de Ensino Superior, que se alastra a caminho de duas semanas e que até ao momento não houve consenso entre os mesmos e o Governo, estando em período de provas da 2ª frequência e exames do Iº semestre e que até ao momento tudo encontra-se paralisado, em defesa dos estudantes, a direcção do MEA convoca manifestação à favor ao regresso às aulas nas Instituições Públicas de Ensino Superior a nível de Angola”, lê-se na nota enviada ao Club-K.

 

O protesto cuja concentração acontece às 10h00 defronte ao cemitério da Santana, vai a partir das 13h00, percorrer Avenida Deolinda Rodrigues até ao largo 1º de Maio, onde os promotores da manifestação convidam os estudantes, pais, encarregados de educação e pessoas individuais, a se juntarem à causa para a melhoria do sistema de ensino em Angola.

 

“A presente nota é extensiva aos órgãos de Comunicação Social Públicos e Privados, para o efeito de cobertura da presente manifestação que terá lugar no dia 05 de Fevereiro de 2022, do cemitério da Santana, até ao 1º de maio”, refere a nota.

 

Ouvido pelo Club-K, o presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, referiu que a sua agremiação tem acompanhado com preocupação as constantes paralisações das aulas em consequência da greve dos docentes universitários, o que para o activista “prejudica muito os estudantes das universidades públicas”.

 

Explicou que o principal motivo da manifestação “é exigir um pronunciamento do governo bem como pressionar o regresso das aulas o mais rápido possível”.

 

Francisco Teixeira criticou duramente ao Ministério do Ensino Superior por, alegadamente, não manifestar qualquer interesse na solução dos problemas da universidade pública.

 

A greve dos professores das instituições públicas do Ensino Superior continua por tempo indeterminado, por alegadamente falta de entendimento entre o Sindicato Nacional dos Professores (SINPES) e a entidade patronal (Ministério do Ensino Superior).

 

O secretário geral da organização que defende os interesses da classe docente, Eduardo Alberto Peres, disse ao Club-K que o Governo angolano, por meio do Ministério do Ensino Superior, escusa-se em cumprir com o memorando assinado entre as partes, daí a razão da manutenção da paralisação.

 

O sindicalista fez saber que, enquanto as autoridades optarem pelo “silêncio”, os docentes universitários vão continuar de braços cruzados até que sejam atendidas as suas reivindicações.

 



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