Lisboa - O contacto telefónico anunciado pela Presidência da República de Angola, entre João Lourenço, e o seu homologo da República de Israel, Isaac Herzog, está a ser interpretado em meios políticos conotados com o regime, e outros independentes, em termos que visou antecipar-se as autoridades deste país, irritando o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que se encontra em Israel, em missão partidária.

Fonte: Club-k.net

Regime teme que empresas israelitas (anti-fraude) apoiem  UNITA

Ao tomar conhecimento que o seu principal adversário político estava em Israel para contactos, o Presidente angolano solicitou inicialmente um contacto telefónico com o novo Primeiro Ministro de Israel, Naftali Bennett, mas por indisponibilidade deste requereu como alternativa um telefonema ao Presidente daquele Estado, que segundo versão das autoridades angolanas “os dois Estadistas passaram em revista o estado das relações bilaterais e fizeram uma análise da situação em África e no Médio Oriente, regiões em que estão inseridos os respectivos países”.


Em Israel, o cargo de Primeiro-ministro no Estado de Israel é o mais alto do governo, e importante do aparelho do Estado. O Presidente é uma figura decorativa sem poderes executivos. O inédito telefonema de João Lourenço as autoridades de Israel foi interpretado como visando reformular a sua afirmação de parceiro africano e ao mesmo tempo desencorajar Adalberto Costa Jr de eventuais capitações de simpatias junto deste país que tem a fama de acolher empresas privadas, detidas por antigos oficiais da Mossad, especializadas em descobrir fraudes em processos eleitorais.


Adalberto Costa Júnior, viajou para a Israel convite de instituições locais sob recomendação de parceiros externos. O regime angolano através do seu portal “TribunadeAngola.org”, que se dedica em marginalizar a imagem dos opositores políticos, alega que o líder da UNITA foi aquele pais para contactos com a consultora Adi Timor, especializada em campanhas eleitorais digitais.


A consultora Adi Timor, terá ajudado o Presidente do Malawi, presidente Lazarus Chakwera, a vencer as eleições de junho de 2020. Na versão do regime angolano, a referida consultora formada por antigos especialistas da Mossad, poderão “usar” a UNITA para fazer “agitação e subversão digital”.


“Adalberto da Costa Júnior contratou Adi Timor, uma israelita especialista em campanhas eleitorais digitais. Há uma intervenção crescente de antigos agentes da Mossad nas eleições africanas, de forma pouco transparente e não condicente com os parâmetros de transparência exigidos”, lê-se do portal do regime angolano.

Num tone enciumado, o “Tribunal de Angola”, ataca a consultora Adi Timor dizendo que “A agitação e subversão digital são marca das capacidades dos ex-funcionários da Mossad, por isso não admira, a intensidade da actividade digital a favor da Unita e Adalberto que está a ocorrer nas redes sociais angolanas. São os ex-espiões israelitas em acção, como já estiveram noutros países africanos”.

De lembrar que para as próximas eleições, o regime angolano conta com o apoio da espanhola INDRA, notabilizada como uma das melhores empresas do mundo em fraude eleitoral, e com processos judiciais em vários país por subversão a vontade dos eleitores.



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