Lisboa – Quintino António Moreira, o líder da Aliança Patriótica Nacional (APN) é citado em meios políticos como o dirigente da oposição a quem o regime de José Eduardo dos Santos, “ofereceu”, uma promoção militar ao grau de brigadeiro na reforma, o que lhe permite beneficiar de uma pensão da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Fonte: Club-k.net

Apesar de a sua biografia oficial não fazer menção de algum histórico militar, fontes do Club-K, em Luanda, alegam que a patente de brigadeiro terá sido encorajada pela consideração  que a governação de JES, via em si, em fazer oposição. A quando a aprovação da constituição atipica, o brigadeiro Quintino coligou-se a bancada parlamentar  do MPLA, para aprovação da lei  magna que era fortemente contestada pela “oposição não orientada”. O antigo SG do seu partido recebeu também uma patente com o grau militar de coronel na reforma. Foi também neste período que um outro líder da oposição do partido PRS, Eduardo Kuangana, receberia garantias de promoção a general na reforma, depois de ter sentado com o regime (na pessoa de Fernando da Piedade Dias dos Santos) que o encorajou a votar favoravelmente pela mesma constituição.


Quintino de Moreira, hoje com 54 anos, liderava a coligação Nova Democracia União Eleitoral, que fora extinta depois das eleições de 2012, por insuficiência de votos, mas anos a seguir, conforme alegam os seus adversários “lhe foi oferecido um partido político com as cores da bandeira da UNITA, e com os símbolos da extinta Frente Para Democracia de Filomeno Vieira Lopes”.


Uma versão agora invocada, alega que para Quintino de Moreira receber a patente de brigadeiro, alegou-se que foi membro das TGFA – Tropas de Guardas Fronteiras de Angola, uma unidade para militar cujos integrantes passaram depois para a segurança de estado e outros para a polícia nacional.


A sua biografia oficial atesta que foi professor na escola do II e III níveis, no final da década de 80. E que no de 1990 foi chefe de sector interno do departamento de serviços gerais na fábrica de bicicletas e motorizadas Fabimor, em 1992, foi chefe de sector do contencioso laboral da mesma fábrica; e em 1995-97 foi chefe de departamento administrativo da empresa construtora de Luanda Econstrul. Mais tarde enveredou-se para a política, formou-se em direito, e ensaiou se em  alguns negócios (inicialmente na importação de viaturas provenientes de Dubai).

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