Luanda - Se não houver eleições presidenciais este ano, a autoridade do Estado angolano corre o risco de ser banalizada, segundo o Presidente do maior partido da oposição.

O líder da UNITA afirma estar a “ consolidar” a ideia de que Angola não terá eleições presidenciais este ano.

Isaías Samakuva considera que tudo o que se diz e se passa carece de planos.

"É imperativo que os angolanos tenham eleições presidenciais em 2009. E este carácter imperativo resulta da necessidade de terminar o processo da normalização das instituições do Estado e também da necessidade de começarmos a cumprir com aquilo que dizemos enquanto dirigentes e autoridades do Estado", defendeu Isaías Samakuva, em entrevista à Agência Lusa.

Para o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), é essencial "dizer uma coisa e cumprir", porque, caso contrário, "banaliza-se a autoridade do Estado".

O Presidente da República já disse, em várias ocasiões, que a marcação das eleições está dependente da aprovação da nova Constituição, que vai determinar se o Chefe de Estado será eleito por voto universal directo ou indirecto, através do Parlamento.

Samakuva considera, no entanto que ainda é possível a realização das presidenciais este ano, defendendo, no entanto, que "para que tudo pudesse ser preparado com normalidade, já era tempo de se saber a data exacta" do escrutínio.

Fonte: Lusa



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