Lisboa – Para além de ter contratado a INDRA para fenecimento de solução informática para as eleições de 2022, novas “descobertas” indicam que o Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Manuel Pereira da Silva “Manico”, terá igualmente assinado um acordo de “colaboração plurianual” para que esta firma espanhola trabalhe com a instituição que dirige para as futuras eleições em Angola. Com isso, a CNE hipoteca-se a espanhola INDRA.

Fonte: Club-k.net

Fez acordos com INDRA para futuras eleições

A revelação consta de um comunicado divulgado no passado dia 18 de fevereiro em Espanha pela MINSAIT, uma sucursal da INDRA, que reivindica ter sido a escolhida pela CNE.


No comunicado da MINSAIT disponível da sua pagina oficial, esta empresa espanhola adianta no quinto paragrafo que “A proposta também inclui um modelo de colaboração plurianual que envolve treinamento e transferência de conhecimento a todo o pessoal envolvido no processo eleitoral, bem como a prestação de a CNE do ambiente técnico e tecnológico mais avançado para a realização deste ou de outros processos eleições no futuro com vista à consolidação da soberania digital de Angola.”


Em Angola, segundo fontes do Club-K, a CNE em momento algum divulgou que hipotecou as próximas eleições a INDRA. O caderno de encargo do concurso público aprovado em Dezembro de 2021, também não prevê “colaboração plurianual” conforme está a ser anunciado pela INDRA, a partir de Espanha.


Na sequência de irregularidades e violações que se tem verificado no processo eleitoral em Angola, o maior partido da oposição, a UNITA, anunciou que escreveu ao Presidente da Assembleia Nacional para que se vá a debate duas propostas. Uma para a “AUDIÇÃO PARLAMENTAR A CNE” e outra para criação de uma “COMISSÃO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO ELEITORAL”.

O assunto deveria ir a votação nesta  quinta-feira (24) mas foi adiado para próxima semana.

 



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