Luanda – Quando restam poucos dias para o fim do julgamento que vai ditar a sentença ou absolvição das graves acusações que pesam sobre a antiga direcção da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, Honorilton Gonçalves, que abandonou o Tribunal Provincial de Luanda para o Brasil, é acusado de comandar, a distância, a reabertura dos templos da IURD em Luanda que se encontram encerrados por ordem da Procuradoria Geral da República (PGR).


Fonte: Club-k.net

No último domingo do corrente mês, vários membros afectos à IURD denunciaram ao Club-K que os bispos e pastores da ala brasileira – de Edir Macedo – estão a usar os templos do Talatona, Alvalade, Maculusso e da antiga fábrica de cigarros, FTU, para celebração dos cultos de forma clandestino.

 

Fontes próximas ao gabinete do actual líder da angolana da IURD, o bispo Valente Bizerra Luís, que se mostraram surpresos, dizem desconhecer uma autorização legal para reabertura dos referidos templos por bispos e pastores afectos à ala brasileira.

 

Face à denúncia, este portal de notícias tentou, sem sucesso, via telefone, contactar a responsável de Assessoria de imprensa da ala Brasileira, identificada apenas por Ivone, para confirmação dos factos, mas os telemóveis davam foram da localidade.

 

O caso, que está a ser considerado de autêntico insulto as Leis angolanas e as autoridades judiciais, está a gerar várias interpretações no meio dos fazedores de opinião pública e do cenário religioso sobre a forma como Honorilton Gonçalves tem se procedido, e deixa inúmeras perguntas no ar.

 

“Quem está a proteger o bispo Honorilton Gonçalves? Quem lhe autorizou a sair de Angola enquanto decorre o julgamento? Se a nossa justiça não autorizou a saída de Honorilton Gonçalves, porque não se accionou ainda os mecanismos internacionais que permitisse o retorno do indivíduo para a sequência do julgamento?”, indagou uma das fontes.

 

Um outro interlocutor ouvido por este portal, limitou-se em apelar aos Serviços de Investigação Criminal, a Procuradoria Geral da República e Órgãos de justiça no sentido de aplicarem o direito para que a justiça seja feita.

 

De acordo com a mesma fonte, no passado dia 22 de Fevereiro do ano em curso, António Miguel Ferraz, Alberto Segunda e Pascoal Sandrenho (todos anexados no processo que decorre em Luanda) embarcaram no voo DT581 da companhia TAAG, partida de Luanda com destino a Maputo, sem uma autorização legal. “O bispo Honorilton desde sempre conduziu a IURD Angola a partir de Maputo como se pode verificar”, rematou a fonte.

 

 



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