Luanda - O Serviço de Investigação Criminal (SIC) terá enterrado no cemitério do Camama, no dia 9 de Marco, Isabel Francisco João Dala, desaparecida misteriosamente a 3 do corrente ano por alegada ausência familiar após atropelamento às 10h30 daquele dia, nos arredores da Estalagem, no município de Viana.

Fonte: Club-k.net


Este argumento do SIC cai por terra uma vez que tia Bela como era tratada estava identificada, se fazia acompanhar de uma bolsa que continha um cartão de identificação de uma escola de condução de onde estudara localizada a escassos metros de casa, para além do livro sagrado – Novo Testamento que também com contactos telefónicos de alguns familiares.


Para a família trata-se de um filme muito mal ensaiado pois as fotografias do atropelamento não apresentam qualquer vestígio de sangue, aliás, o SIC deveria ter usado as mesmas fotografias para as publicar nas redes sociais, na imprensa para a localização dos parentes da vítima, o que quer dizer que num mundo cada vez mais globalizado é inadmissível a alegada justificação daquele órgão de investigação criminal.


Na óptica da família, a forma como tudo aconteceu repentinamente e de forma inexplicável, indicia um crime presumivelmente muito bem arquitectado, que o eventual atropelamento agora invocado não passa de mais uma “encenação” para acobertar este hediondo crime cujos seus autores devem ser punidos exemplarmente, na medida em que a família apresentou queixa junto da 44 º Esquadra, recorreu aos meios de comunicação social, as redes sociais. Será que não há comunicação entre a Divisão de Policia de Viana e as demais esquadras policiais? A Polícia não acompanha as redes sociais e os espaços mediáticos de TV como o Fala Angola e outros?

De acordo com um jurista, o SIC terá violado procedimentos legais e administrativos, pois não se pode enterrar uma cidadã como se de criminosa se tratasse.


Diz que é preciso fazer a inumação do corpo, exames de identificação do cadáver pois nada garante que o corpo enterrado é de Isabel Francisco João Dala. Uma história que requer investigação profunda como titulou este site, pois há muitas zonas cinzentas sobre este caso.


O facto de só ontem ter sido encontrado nos registos da morgue central, câmara 5, o nome dela, quando a família já o tinha consultado no feriado último e sábado passado. Como é que aparece o registo agora, mas o corpo não lá se encontra? Colhe o alegado argumento do SIC de que a cidadã em causa foi enterrada no dia 9 de Março de 2022? Que provas tem para aferir que esgotou todas as possibilidades de encontrar a família? E o que dizer dos vários corpos que estão naquela morgue há meses mais que não foram sepultados por ausência de familiares, como por exemplo, o cadáver que se encontra num dos hospitais do Cazenga, na Somague há seis meses?


Lutadora

Isabel Francisco João Dala é uma mulher de negócios na casa dos 56 anos de idade, residente no município de Viana, rua da cor, bairro 7 º Dia, arredores do Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) foi dada como desaparecida pelos seus familiares depois de ter saído por volta das 8 horas do dia 3 de Março de 2022.


Uma saída sem regresso que requer investigação profunda do SIC


Isabel Francisco João Dala terá saído de casa para não demorar uma vez ter deixado o telemóvel da rede Movicel e orientado o menino de 11 anos com quem vive para que preparasse o matabicho mas que contasse com ela para a “ceia” daquela manhã.


Tia Bela como é carinhosamente tratada saiu com uma pequena bolsa que continua um livro bíblico – o novo testamento e o telefone UNITEL 928040876.


O estranho no meio de tudo isto, de acordo com a família, é o facto de ela ter deixado um dos telefones e as chaves do seu quarto, o que não tem sido hábito. “Ela dificilmente deixa as chaves do quarto”, diz um familiar.


Para esta família, o facto de ter deixado as chaves e orientado que se contasse com ela para o matabicho é sinonimo de que não terá saído para muito longe de casa.


Naquele dia, relata a família que mana Bela como é também conhecida não mais regressou e ficou incomunicável – o telefone não chama. A operadora indica que o telefone está desligado.


Quatro dias depois da saída, no domingo, foram intensificados os contactos com toda a família para se saber sobre o seu paradeiro ao mesmo tempo que foi accionado a Polícia Nacional da 44ª Esquadra, mas sem sucesso.


Acto contínuo, foram efectuadas buscas nas morgues e principais hospitais de Luanda, incluindo os serviços da chamada câmara 5 da morgue central da capital.


Volvidos 7 dias desde que deixou de ser vista, a família admite a hipótese de ter havido alegadamente um  crime, pois tratando-se de uma mulher com muitos negócios e clientes com dívidas avultadas não se pode dissociar as mesmas com o seu desaparecimento repentino.


Por esta razão, os familiares de Isabel Francisco João Dala apelam os serviços especializados da Polícia Nacional - o Serviço de Investigação Criminal (SIC) para que entrem em acção e esclareçam com celeridade este desaparecimento. “Queremos que a Polícia rastreie o número dela junto da UNITEL para se determinar com quem falou naquele dia antes do telefone estar desligado”, apelaram.

 



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