Sem especificar uma data concreta, o ministro apontou a possibilidade de a TAAG poder voltar a voar para a Europa "dentro de sete, oito meses", mas ressalvou que esse "grande desafio" não "depende apenas" da parte angolana.

Augusto Tomás lembrou ainda que neste momento decorre um processo de reestruturação da TAAG, que é acompanhado por uma refundação total da companhia, desde a verificação da rede e da frota, à área comercial, ou aos recursos humanos, com a eliminação gradual de recursos excedentários.

"Mas está também em curso a realização de um estudo que visa a selecção de um parceiro estratégico", disse o ministro, explicando que "estão a ser analisadas as vantagens e desvantagens das várias opções possíveis e que podem envolver companhias africanas, europeias, americanas ou asiáticas".

Augusto Tomás sublinhou, todavia, que "nada está decidido a esse nível".

Questionado pela Lusa sobre a possibilidade de uma parceria com a companhia área cabo-verdiana, TACV, o ministro dos Transportes angolano admitiu que essa solução também está a ser estudada, mas ressalvou que ainda não existe qualquer decisão.

A haver acordo com a TACV, esta companhia passaria a ter na sua frota um dos aviões actuais da TAAG, um Boeing 777, que voaria na rota Luanda-Sal-Lisboa, adiantou.

Com esta possibilidade a ser posta em prática, a TAAG deixaria, perante a proibição a que está sujeita de voar para a Europa, desde Julho de 2007, de ter de se socorrer de aviões alugados, actualmente à South African Airways, para as suas rotas europeias.

"A decisão vai ser tomada, estando em cima da mesa várias variáveis", disse.

Augusto Tomás questionou ainda as "vozes que advogam que os céus de Angola não são seguros", mas sem especificar, defendendo que, "na prática, se verifica o contrário".

A União Europeia, além de proibir a TAAG de voar para o espaço aéreo europeu, apontou também o dedo ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) como responsável pelos problemas de segurança aérea em Angola.

Para os responsáveis pela segurança área dos 27, os problemas detectados na TAAG existem igualmente nas diversas companhias que operam internamente em Angola.

"Se algumas vozes advogam que os céus de Angola não são tão seguros assim, na prática verifica-se o contrário" porque a Lufhtansa, a TAP, a British Airways ou a Air France, não só voam para Angola com lotações esgotadas, como todas elas querem aumentar a frequência dos seus voos para Angola e querem fazer parcerias com a TAAG", concluiu o ministro.

Fonte: Lusa



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