Luanda – O Serviço de Investigação Criminal assassinou na tarde desta quinta-feira (24), no município do Cazenga, dois alegados marginais. De acordo com o conteúdo de vídeo amador que circula nas redes sociais, os dois cidadãos estavam a ser perseguido de motorizada e ao caírem, um dos oficiais (vulgo baixa visibilidade) pegou-lhe levando para o passeio como se estivesse a prestar socorro aos feridos. De seguida, quando os dois cidadãos estão estendidos no chão ferido devido ao acidente, um dos agentes do SIC, surpreende apontando a arma contra os dois cidadãos pondo fim a vida dos mesmos.

Fonte: Club-k.net

O acto protagonizado pelo agente do SIC, é visto como assassinato, uma vez que os dois cidadãos não mostraram resistência e as leis em Angola proíbem justiça por mãos próprias.

 

Na noite do mesmo dia a Polícia Nacional produziu um informe interno invertendo a ocorrência alegando que os referidos assassinatos tratou-se de uma acção de neutralização dos marginais.

 

O ocorrido, segundo a versão deturpada do SIC, foi “por volta da 14 horas do dia 24 do mês e ano em curso, na via pública, bairro Mabor, Avenida Ngola Kiluange, junto a paragem do Imbondeiro, quando 04 elementos a bordo de duas motorizadas, com armas de fogo, foram abordados, dos quais,02 elementos meteram-se em fuga, quando reagiram com as nossas forças que em serviço de Acções Incubertas, no local em colaboração com O SIC, foi possível neutralizar os marginais sendo atingidos que conheceram a morte imediata”.

 

Ainda segundo o informe, os dois corpos foram removidos para a Molgue, por volta das 16 horas, pela equipa do SIC, que junto levaram 02 pistolas e 01 motorizada.

 

O informe do SIC, não menciona sobre eventuais responsabilização contra os agentes que fizeram justiça por mãos próprias tirando a vida dos dois cidadãos que se alega serem marginais.

 

O SIC tem a cultura de executar alegados marginais em Angola. Um alto funcionário Fernando Receado, já foi varias vezes denunciados operações mas mais tarde seria agraciado com um importante cargo.

 

No passado dia 17 de Janeiro, o SIC executou cinco homens na via pública, no município do Cazenga alegando que tinham um largo registo ligado à criminalidade violenta nos seus arquivos. Uma versão contraria que circulou na altura, dava conta que os cinco cadáveres correspondia aos elementos que foram contratados para incendiar a sede do MPLA no bairro Benfica, em Luanda, e no momento em que foram convocados para o procedimento do pagamento, foram executados como “queima de arquivo”.

O proposito de queimar a sede do MPLA, obedeceu a cálculos visando atribuir culpas a UNITA, e acusa-la de querer guerra no país.



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