Luanda – A Polícia Nacional esta sendo acusada de prender no passado sábado (09), um bebe de 6 meses por suspeitar que a sua mãe tenha participado numa manifestação que exigia eleições transparentes em Angola. A mãe é Laurinda Gouveia, uma conhecida ativista que em 2015, esteve presa na sequencia do caso “15+2”, e  acusada  de uma falsa acusação de que pretendia dar um golpe de Estado ao Eduardo dos Santos. Desta vez, o regime de JL alega que comentaram crise de dispersão de ajuntamento.

 

Fonte: Club-k.net


Regime de JL alega que comentaram crise de dispersão de ajuntamento

Segundo relata o ativista Luaty Beirão, “desde ontem que circula uma informação dando conta de mais uma aberração da maquina trituradora do MPLA, a detenção , à margem de uma manifestação da Laurinda Gouveia e do seu bebe de 6 meses. A Policia Nacional não desmente essa detenção que que devemos assumir que é su-real”.”

 

“A Lau estava a sair de um encontro público com organizações da sociedade civil e a caminho de casa com o seu filho Winnie, quando alegadamente foi ”, escreveu o ativista Luaty Beirão, reafirmando tratar-se de um rapto, uma vez que a Policia não consegue admitir detenções desde sábado”.

 

Segundo uma testemunha, Laurinda Gouveia e uma outra ativista “Esperança”, depois de terem se reunido no sábado com a ONG americana "National Endowment for Democracy (NED)" , subiram juntos num taxi, em direção ao mercado dos Congolenses. “Liguei para ela para saber onde estava, não me atendeu, e depois ela me mandou uma mensagem a dizer que estava no Primeiro de Maio a caminho do pargo das escolas para pegar o autocarro para a casa, eu como não tinha dinheiro suficiente dei um toque ao Inocêncio e ficamos de nos encontrar na casa dele para a questão do meu taxi”.

 

Esta testemunha diz que Laurinda não ia participar na manifestação de sábado. “A Liriane sabemos que está detida, a Esperança conseguiu se safar, agora a Laurinda está em parte incerta”.

 

Entretanto nesta segunda-feira, o Presidente da União dos Povos de Angola (UPA), Pedroski Teka fez sair um comunicado pormenorizando o que terá acontecido com os ativistas detidos.


ATUALIZAÇÃO SOBRE O CASO DOS ATIVISTAS DETIDOS NO SÁBADO EM LUANDA


São 12 horas e o total de 23 jovens ativistas, entre os quais 3 mulheres, foram levados ao Tribunal Provincial de Luanda, vulgo Dona Ana Joaquina, onde serão julgados sumariamente na sétima secção.


Todos os ativistas já estão na sala de julgamento (7a Secção), excepto a Laurinda Gouveia com o bebê Thomas Sankara, de 7 meses de idade, que estão no corredor por medida contra a Covid-19.


A manifestação convocada para o Sábado passado tinha 3 objetivos principais:
- Exigir a libertação dos presos políticos em Angola;
- Exigir o fim dos conflitos militares na Província de Cabinda;
- Exigir a exoneração da empresa INDRA na gestão do processo eleitoral nas Eleições Gerais de Agosto deste ano.


Neste momento, o tribunal está cercado por vários agentes da Polícia Nacional e dos serviços secretos, criando um ambiente de intimidação.


A Polícia Nacional está a impedir a entrada dos familiares e amigos dos detidos.


O julgamento ainda não começou. O Tribunal Provincial de Luanda está a tentar impedir os nossos advogados de representar os detidos. Eles foram impedidos de entrar na Sétima Secção e de falar com os detidos sob pretexto de que o juíz é que deve autorizar. Presumimos que querem atribuir advogados estagiários aos detidos.


Neste momento, temos 3 advogados presentes, nomeadamente: Zola Bambi, Simão Afonso (Luís do Nascimento) e Priscila Simão, lutando na secretaria do tribunal em defesa dos ativistas.


(Em atualização...).

UPA - Unir Angola para a alternância.

 



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