Luanda - O experiente gestor bancário foi eleito novo presidente do Conselho de Administração do Banco Angolano de Investimentos, durante a Assembleia Geral ordinária da instituição, realizada a 31 de Março.

Fonte: Forbes

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) realizou no passado dia 31 de Março a sua Assembleia Geral ordinária, que elegeu o economista Mário Alberto Barbeiro [Mário Barber], como novo presidente do Conselho de Administração da instituição, segundo apurou a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA.

Fonte segura confidencio à FORBES que outra novidade, resultante da última Assembleia Geral da maior instituição bancária por activos a operar no mercado angolano, é o reforço do Conselho de Administração do BAI com mais administradores executivos e não-executivos, sem, no entanto, precisar os números. Sabe-se, entretanto, que até a realização da referida assembleia, integravam o Conselho de Administração do banco três administradores não-executivos e seis executivos.


“Teve que se reforçar o Conselho de Administração para se cumprir com as exigências do BNA [Banco Nacional de Angola], que vem aconselhando o reforço da governação dos bancos. Por causa da nova Lei das Instituições Financeiras, o BNA agora está a exigir muito mais dos bancos, faz com regularidade avaliações do capital que os bancos têm que reforçar”, indicou a fonte, que preferiu o anonimato, acrescentado que esta proactividade do banco central está também ligada à busca da equivalência de supervisão da União Europeia.


A mesma fonte garantiu que está neste momento a ser produzido um documento oficial, que “oportunamente” será distribuído à imprensa, a dar conta dos resultados da recém-realizada Assembleia Geral, bem como o acto de apresentação dos resultados do BAI referentes ao ano de 2021.


Além da eleição dos órgãos sociais para o quadriénio 2022-2025 – que no fundo, com a excepção do até então presidente do Conselho de Administração, José Carlos de Castro Paiva, foram todos os membros reconduzidos -, a Assembleia Geral ordinária do BAI realizada no mês passado [Março] aprovou o relatório e contas do exercício de 2021, documento necessário para admissão à bolsa dos 10% das acções que o Estado tem no banco e que pretende alienar por via de uma Oferta Pública Inicial.


Os accionistas do banco deliberaram ainda sobre a proposta de aplicação dos resultados do exercício de 2021; alteração parcial dos estatutos da instituição; proposta de alteração de política de remunerações dos órgãos sociais e foram informados sobre a aquisição das acções próprias da empresa, bem como sobre a alienação das acções próprias do BAI.

Há 25 anos no BAI


De acordo com informações compiladas no website do Banco Angolano de Investimentos, licenciado em economia pela Universidade Agostinho Neto, o angolano Mário Barber, como é mais conhecido na banca, começou a sua carreira em 1974 como ajudante de guarda-livros, na Divisão de Finanças dos Serviços de Porto e Caminhos de Ferro de Angola.


Foi chefe de Contabilidade da Siderurgia Nacional em 1976 e professor de Contabilidade na Escola Comercial, tendo desenvolvido uma carreira no sector público a partir de 1978, exercendo até 1995, as funções de Inspector de Contabilidade e de chefe de Departamento de Inspeção de Empresas da Inspeção Nacional de Finanças do Ministério das Finanças.


De 1997 a 2007 foi assessor do ministro das Finanças, à época, para o Sector Público Empresarial e, simultaneamente, director do Gabinete de Supervisão de Jogos. Exerceu ainda o cargo de presidente do conselho fiscal da TAAG, no início da década de 90, e de administrador não executivo da Sonangol, de 1991 a 1997.


De 1997 a 2006 foi responsável pelo escritório da Ernest & Young em Angola, tendo ingressado em 1997 no grupo BAI. A sua primeira função foi de membro do Conselho Fiscal e cumpriu dois mandatos como administrador executivo.


Até a realização da última Assembleia Geral do banco, a 31 de Março do ano em curso, exercia a função de vice-presidente do Conselho de Administração – cargo para o qual havia sido eleito em 2017 – e de presidente da Comissão de Controlo Interno. Cumulativamente, exerce as funções de presidente da Mesa da Assembleia Geral da Nossa Seguros; da BAIGEST – Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Colectivo, SA.; da
Fundação BAI e da IMOGETSIN, SA.


Desempenha igualmente as funções de presidente do Conselho de Administração da NOVENGE; da NOVINVEST; da GRINER, SA e da BAI INVEST, SA. É Presidente do Conselho Fiscal da SOMOIL,SA; da EKA; da NGOLA; e da GOBEJE. Além destas funções, é também vogal do Conselho Fiscal da NOCAL, segundo ainda o breve perfil do gestor, publicado no site do BAI.

 



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