Lisboa - Uma corrente da Igreja Universal do Reino de Deus, que reclama independência da direção fundada por missionários brasileiros, juntou-se neste final de semana a uma marcha de apoio as alegadas politicas sociais realizada pelo Comitê Provincial do MPLA em Luanda.

Fonte: Club-k.net


CONTAM COM O APOIO DO REGIME

Legalizada pelo pelo governo de Angola, em Julho de 1992, – através do despacho 31-B/92 - a Igreja Universal do Reino de Deus em Angola (IURD), começou a ter problemas internos em Janeiro de 2019, quando um grupo de pastores rebelou-se alegando que estavam a ser retaliados por se terem recusados a vasectomia. A polemica da vasectomia evoluiu para um outro debate com acusações de racismo, xenofobia e etc.

 

De seguida um grupo de pastores angolanos (ligados a um pastor dissidente João Leite, com boas relações ao regime) que estava afastado rebelou-se exigindo autonomia baseada no argumento de que a IURD “não é filial, sucursal, tão-pouco extensão da Igreja Universal do Reino de Deus do Brasil”. O grupo da rebelião passou apresentar-se como reformista tendo recorrido a ajuda do governo de Angola, para afastando a liderança oficial dominada por missionários brasileiros.

 

No dia no dia 24 de Junho de 2020, os dissidentes convocaram uma Assembleia Geral Extraordinária realizada escolhendo o bispo Valente Luís Bezerra como coordenador da Comissão de Reformas da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola. Elegeu também o bispo Felner Amarildo Vitomba Batalha como porta voz do grupo. Felner Amarildo Vitomba Batalha foi no passado, o auxiliar do bispo brasileiro João Leite que foi expulso.

 

A referida assembleia geral foi dada como ilegal uma vez que os estatutos da Igreja determinam que os únicos que têm legitimidade de convocar assembleias é o presidente ou vice-presidente do Conselho de direção oficial da IURD, e não os pastores que estavam afastados.

 

Desde então os dissidentes passaram a contar com o apoio do governo para se desligarem da direção da Igreja “Mãe” no Brasil. O mais visível apoio verificou-se quando o Instituto Nacional Para os Assuntos Religiosos (INAR) que tem a competência de intervir em conflitos entre instituições religiosas tomou a iniciativa de solicitar a Procuradoria Geral da Republica (PGR) a abertura de 14 templos a pedido dos dissidentes, sem antes haver um veredito do caso na Justiça.

 

Na sequencia do recente desfecho judicial, o tribunal devolveu templos para a direção oficial da Igreja. Quando os fieis foram retomar os templos para culta, a policia nacional em solidariedade a ala pro-regime que saiu derrotada em tribunal, usar violência e repressão para impedir que os imóveis regressassem para aos mãos dos crentes.



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