Luanda - O director executivo da empresa Patricil – Construção Civil e Obras Públicas, defendeu, em entrevista ao “Club-k Angola”, a manutenção regular dos edifícios, quer privadas ou públicas, habitacionais ou empresariais, assim como das infra-estruturas públicas para a sua preservação, segurança e garantir maior tempo de vida útil.

*Óscar Ganga
Fonte: Club-k.net


Questionado sobre a qualidade das obras em Angola, quanto ao tempo de vida útil das infra-estruturas que pode ser de até 50 anos, Hermenegildo dos Santos Andrade Coelho, formado em Engenharia Civil, e pós-graduações profissionais em Agregação Pedagógica e Aperfeiçoamento Docente, Gestão Pública e Desenvolvimento Territorial, é de opinião que a qualidade de qualquer infra-estrutura depende da manutenção periódica dos diferentes componentes que agregam a edificação.

 

“Um edifício, segundo as normas da construção civil, tem o tempo de vida útil de 50 anos. Mas este edifício só pode chegar aos 50 anos se forem feitas manutenções regulares em todos os componentes. Por exemplo, uma sanita tem a duração de 12 anos, os pisos se forem revestidos de cerâmica também têm um tempo de vida útil determinado. Todos os componentes que têm um tempo de vida útil concorrem para a qualidade das infra-estruturas e devem ter manutenções periódicas”, disse.

 

Há quase três meses como director executivo da empresa Patricil – Construção Civil e Obras Públicas, uma instituição do ramo da construção civil focada na direcção, fiscalização, manutenção de obras públicas e equipamentos, Hermenegildo Coelho considera haver crescimento no mercado imobiliário angolano com alguma qualidade desejada, a julgar pela demanda, sobretudo da camada juvenil, que se debate com carência habitacional e procura realizar o sonho da casa própria.

 

O também engenheiro civil disse que, se comparado com os anos 2014 e 2015, por consequência da crise económica mundial de 2008, em que Angola não foi poupada, actualmente o mercado imobiliário está mais atrativo e competitivo no âmbito de projectos habitacionais.

 

“Tivemos uma crise económica mundial em 2008 que certamente teve as suas repercussões no mercado imobiliário nacional em 2014 e 2015. Portanto, muitos condomínios habitacionais que tinham sido construídos deixaram de ser demandados pela população considerada de classe média que existia na altura.”, argumentou Hermenegildo, concluindo que no período em referência, “o mercado imobiliário teve uma queda, onde maior parte das empresas não conseguiram concluir os projectos, sendo que muitas obras foram paralisadas e acarretaram grandes prejuízos para as construtoras e bancos comerciais que as financiavam. Mas actualmente o mercado está optimista com o acelerar, outra vez, pela procura de pessoas que podem ter acesso a este mercado”, disse.

 



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