Luanda - O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, prometeu este sábado, 21, a alteração da Constituição da República de Angola como uma das prioridades, em caso de vitória nas eleições de Agosto próximo, para tornar Angola num verdadeiro Estado de Direito e Democrático baseado no princípio de separação de poderes.

Fonte: Club-K.net

Ao discursar em Luanda, no comício de abertura da pré-campanha eleitoral da UNITA que lidera a plataforma política Frente Patriótica Unida (FPU), Adalberto Costa Júnior, disse que, antes do fim do mês de Maio, os angolanos saberão o programa de governação do maior partido na oposição, garantindo que o referido programa será “inclusivo e participativo”.

 

O político apelou os funcionários a se absterem do medo e que num futuro governo da UNITA contará com todos e sem exclusão.

 

Adalberto Costa Júnior referiu que Angola e os angolanos precisam de um novo sistema de governação para dar solução a vários problemas, tendo prometido a duplicação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para os sectores de educação e saúde, agricultura e investigação científica.

 

O político falou igualmente da necessidade de uma verdadeira economia de mercado que, segundo ACJ, proporcionará a concorrência e riqueza;

 

Prometeu de igual modo a institucionalização urgente das Autarquias locais e um governo inclusivo e participativo, que na sua visão levará Angola ao caminho certo do desenvolvimento sustentável o mais rápido possível.

 

O líder da UNITA e coordenador geral da FPU advogou a autonomia para Cabinda e Lundas/Leste, como factor decisivo para se pôr fim aos conflitos nessas regiões, bem como a promoção do mérito “para se acabar com os nepotismos, facilidades, amiguismos e o familiarismo na Administração Pública”.

 

Disse ser fundamental que os angolanos façam da paz e da alternância em uma verdadeira festa da democracia sem violência, pois de acordo com Adalberto Costa Júnior “não vai deixar mal o povo e todos aqueles que não se revêem nele, porque em democracias respeitasse os direitos e liberdades de escolhas”.

 

No seu discurso, o presidente da UNITA, que falava diante de milhares de militantes, amigos, simpatizantes do “galo negro” e membros da sociedade civil, dirigiu uma profunda mensagem aos Órgãos de Defesa e Segurança do Estado, nomeadamente, a Polícia Nacional, Forças Armas e o SINSE, argumentando que “não tenham medo e não aceitem vos colocar o medo por quem hoje detém o poder, vós sóis Republicanos e estão ao serviço do Estado”.

 

“Quem vos tem dito que se a UNITA assumir o poder serão demitidos dos vossos empregos tem medo da mudança, não é verdade, vamos trabalhar com todos vocês, aliás, o país é grande e às instituições do Estado são enormes não é possível a UNITA governar sozinha como tem feito o MPLA”, disse.

 

Para Adalberto Costa Júnior, “a UNITA o que fará é criar outros programas de empregabilidade para empregar todos aqueles que estão desempregados. Até hoje, o único que expulsa funcionários públicos por pensarem diferente é o MPLA, e nós a UNITA faremos o contrário, dignificar os funcionários públicos e trabalhadores de empresas privadas”, assegurou, tendo agradecido “fortemente aos polícias e todas as Forças do Estado pelo serviço prestado este sábado”.

 

O político na oposição voltou a lamentar o comportamento recorrente dos órgãos de comunicação social públicos, que, para ele, continuam a não prestar serviços às actividades da UNITA e de outros partidos políticos na oposição.

 

Nesta senda, prometeu recorrer às autoridades competentes para exigir o respeito das leis e da Constituição da República, em última instância, poderá intimar os responsáveis dos órgãos mencionados para melhor esclarecimentos desses abusos de poder e de confiança.

 

Adalberto Costa Júnior enfatizou sobre o verdadeiro combate à corrupção que não permitirá a adjudicação directa dos contratos públicos, conforme vem fazendo o Presidente da República, João Lourenço, que oferece os contratos públicos aos seus amigos sem o recurso a concursos públicos.

 

Ao terminar o seu discurso, ACJ, apelou que não vai permitir qualquer fraude eleitoral em Agosto próximo e exige a publicação provisória dos cadernos dos cidadãos eleitores, tendo convidado os ministros Adão de Almeida e Marcy Lopes, “a irem consultar os dicionários com vista a entenderem o significado de publicação e publicidade, na sua visão, a falta de estudos de qualidade pode estar na origem dessa má interpretação da lei”.

 



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