Lisboa - Adalberto Costa Júnio, líder da UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola, maior partido na oposição em Angola, quanto mais combatido internamente pelas instituições de seu próprio país, mais popular e aceito se vem tornando. A teoria do “combate até a exaustão” lançada pelo regime angolano contra a sua pessoa, vida e partido, que mais parecia ser uma teoria de conspiração, cuja tese escrita viria a vazar e por conseguinte, viralizar nas influentes redes sociais na internet, ficaram bem explícitas e comprovadas entre outras nos seguintes factos:

Fonte: Club-k.net

1. ACJ, como é amplamente conhecido e ovacionado em todo país e na diáspora, tão logo a nova Presidente do mais alto Tribunal do país (Tribunal Constitucional), procedeu por deliberação não consensual de seus Juízes, a anulação do XIII. Congresso da UNITA, que em Novembro de 2019, o elegera Presidente do partido, facto inédito na historia política do país.


2. Acto contínuo, a imprensa pública, nomeadamente as televisões, rádios e jornais estatais, foram instruídos pelas conhecidas “ordens superiores” do palácio Presidencial, para nada publicarem sobre as actividades da oposição, nomeadamente da UNITA e de seu líder ACJ.

 

3. Desde a sua eleição á Presidente do partido em 2019, aquele carismático líder político, nunca foi convidado sequer a participar de nenhum de muitos “Talk Shows” frequentemente organizados pela imprensa pública. O maior líder na oposição foi literalmente “banido” da geografia pública da comunicação social, ainda assim, várias sondagens e estudos de opinião, atribuem considerável supremacia na tendência do voto sobre seu principal rival, João Manuel Gonçalves Lourenço e do seu partido MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

“Só teme a opinião do povo quem tem medo da derrota”


Entrevistado recentemente pela importante cadeia de televisão e rádio estatal alemães, a Deutsche Welle (DW), aquele líder partidário disse que a lei ora aprovada, “limita e anula a realização de sondagens de opinião”, Costa Júnior, no seu estilo peculiar sempre sorridente, vai mais longe e lança farpas ao partido-estado: “Só teme a opinião do povo quem tem medo da derrota”. Já Filomeno Vieira Lopes, outro candidato as eleições presidenciais de Agosto próximo em várias ocasiões considerou a imprensa pública como estando a fazer “jornalismo partidário explícito á favor de quem governa, quem governa ainda é o MPLA”.

Entretanto, estudos e levantamentos recentemente feitos por diferentes instituições e personalidades da vida pública angolana apontam que em termos de destaque na imprensa estatal paga com impostos de todos eleitores e cidadãos no geral, o MPLA consome mais de 93% do tempo de presença na rádio, televisão e jornais públicos, contra 7% atribuídos aos 6 partidos na oposição parlamentar e extraparlamentar.

Como a UNITA e seu líder apesar de tanta adversidade sobrevivem e ainda assim conseguem pontuar, ao ponto de deixar o adversário desorientado, talvez o excerto do um texto de um conhecido personagem da vida publica angolana nos ajude a perceber:

“O ACJ é muito corajoso principalmente por 3 motivos:


1. Aceitar o desafio de chefiar a UNITA, tendo a cor que tem;


2. Ser suficientemente frontal e irreverente quando a situação assim o exige, tocando aí onde mais dói, tendo a cor que tem;


3. Saber que, Savimbi que foi Savimbi mesmo tendo a cor que teve, exército, dinheiro, diplomacia, terras da Jamba e não só, ter sido diabolizado até ao âmago e ainda assim aceitar o desafio de concorrer para Presidente da República... É homem e líder á altura para catapultar a UNITA á victória em Agosto de 2022” .

 



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