Lisboa – O congresso dos Estados Unidos da América (EUA), aprovou recentemente uma diretiva em que dá instruções ao Secretário de Estado a desenvolver e apresentar na casa das leis uma estratégia e um plano de implementação delineando os esforços para combater a influência e as atividades da Federação Russa e de seus aliados em África.

Fonte: Club-k.net

A referida lei, segundo documento consultado pelo Club-K, poderá designar se como a “Lei de Combate às Atividades Russas Malignas na África”.

 

É entendimento do Congresso que os Estados Unidos “devem avaliar regularmente a escala e o alcance da influência e das atividades da Federação Russa na África que prejudicam os objetivos e interesses dos Estados Unidos” por isso determina um combate contra a influencia Rússia de forma eficaz, inclusive por meio de programas apropriados de assistência externa dos Estados Unidos; e  “responsabilizar a Federação Russa e os governos africanos e seus funcionários que são cúmplices em auxiliar tais influências e atividades malignas”.

 

A Estratégia e Plano de Implementação desta iniciativa incluiu por outro lado, programas e outras iniciativas destinadas a “fortalecer as instituições democráticas, melhorar a transparência e a prestação de contas do governo, melhorar os padrões relacionados a direitos humanos, trabalho, iniciativas anticorrupção, transparência fiscal, monitorar recursos naturais e indústrias extrativas e outros princípios de boa governança”.

 

Os EUA consideram que a Rússia tem estado a “manipular alguns governos africanos e as suas políticas, bem como as opiniões públicas e as preferências de voto das populações africanas e grupos da diáspora”.

 

Na região austral de África, a Rússia conta com apoio “neutro” de Angola, África do Sul, Namíbia e Moçambique. Empresas russas estão em Angola no sector da mineração, Banca, havendo igualmente relatos de que os russos terão ajudado as autoridades angolanas a alterar resultados eleitorais nas eleições anteriores realizadas no país.

ANGOLA NA LISTA VERMELHA POR APOIAR RÚSSIA

De acordo informações, a politica adoptada por Angola em não condenar publicamente a invasão russa a Ucrânia, levou com que sectores dos EUA (instituições de tank thank com poder de influencia ao Departamento) colocassem este país no mapa de países que estão a seguir a mesma linha. Quando Putin começou com as operações militares, o Presidente Norte americano Joe Biden considerou que a invasão da Ucrânia por tropas russas é um “momento crítico para a liberdade na Europa e no Mundo”.

 

Segundo Biden “Agora o mundo vê claramente do que são capazes Putin e os seus aliados.”, tendo advertido que "Qualquer nação que apoie o ataque ficará manchada".

 

Os Estados Unidos e a União Europeia estão desde então apelar aos países do mundo para que condem com maior veemência a agressão militar injustificada da federação Russa à Ucrânia. Em África, o Quénia foi o país que mais duro foi com a Rússia fazendo um paralelismo com atitudes colônias.

 

Moçambique que tem os russos a assessorarem na questão do conflito do Cabo Delgado mantem-se em silêncio. O académico moçambicano Elísio Mucano notou que nas redes sociais muitos dos seus compatriotas expressam “claramente apoio a Putin”.

 

Angola não condenou a agressão russa mas fez sair um comunicado exortando às Partes a observarem “um cessar-fogo, primando pela resolução pacífica do conflito, por via do diálogo político, em pleno respeito do Direito Internacional, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas".

 

Apesar do comunicado de Angola, que a coloca oficialmente por cima do muro, foram notadas discretas manifestações informais que expressam o sentimento das autoridades inclinados a Rússia. O referido apoio de Angola a Putin é verificado no tratamento que a media estatal presta ao assunto da invasão contra Ucrânia pela Rússia.

 

A RNA chegou a conceder uma entrevista de 16 minutos ao embaixador Russo em Luanda. Dias depois o Jornal de Angola destacou como chamada de capa, o mesmo embaixador. A TVZimbo, recém confiscada pelo governo deu espaço ao embaixador da Ucrânia. Pelas redes sócios, o vice-Presidente da Banca parlamentar do MPLA, João Pinto tem divulgado mensagens de solidariedade a Putin.

 

 



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