Lisboa – O general reformado, José Tavares Ferreira, é citado por munícipes em Luanda, como tendo “ficado” com o edifício “Sambizanga”, construído pelo Estado, no ano de 2014, ao tempo em que o mesmo exercia as funções de presidente da Comissão Administrativa da cidade de Luanda.

Fonte: Club-k.net

O edifício, de 15 pisos, estava durante a governação do Presidente José Eduardo dos Santos, destinado a acolher 150 famílias que seriam desapossadas das suas casas erguidas nas áreas contempladas no projecto, no âmbito da requalificação do município.

 

Segundo apurou o Club-K, os visados nunca chegaram habitar no mesmo, antes porém, notaram que o general Tavares Ferreira, andou a preparar um dos andares para acolher a sede do consórcio “United Shine”, que no ano de 2019, assinou com a Sonangol, um acordo para a construção de uma refinaria de petróleo bruto de alta conversão na província de Cabinda.

 

O projecto de refinaria em parceria com um sócio ucraniano Iakov Goldovskiy foi abortado, e o general recuou. Entretanto, Tavares Ferreira, mantém ocupado o res-do-chão deste mesmo “edifício Sambizanga” montando os seus escritórios, onde recebe desertores da UNITA que se mudam para o MPLA, em troca de contrapartidas.

 

De recordar que em 2020, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA), da PGR, confiscou dezenas de edifícios construídos, em Luanda, com fundos públicos que se encontravam em posse de generais do regime leais ao Presidente Eduardo dos Santos, tais como Manuel Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento.

 

Alguns munícipes de Luanda ouvidos pelo Club-K, manifestam preocupação profunda temendo que o conhecido “edifício Sambizanga” de 15 andares, em posse do general José Tavares Ferreira, possa configurar uma enorme perda irreparável ao patrimônio do Estado, se não for devolvido ao dono, uma vez que o ocupante é amigo pessoal do Presidente João Lourenço, podendo gozar de impunidade.

 

Os referidos munícipes apelam a Directora do Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA), Eduardo Rodrigues para o confisco deste patrimônio, que se encontra aos cuidados de mãos que nada tem haver com o Estado.



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