Luanda - A Polícia angolana deteve cinco cidadãos nacionais acusados da prática do crime de tráfico de seres humanos, na província de Luanda, capital do país, informou esta sexta-feira o porta-voz da instituição.

Fonte: Lusa

Segundo Nestor Goubel, o grupo é liderado por uma mulher e a polícia tomou conhecimento do caso, através de uma denúncia, salientando que os suspeitos terão estado envolvidos no rapto de uma criança de cinco anos, no mês passado, no bairro do Prenda, município de Luanda.

 

“Segundo informações, a mãe do menor, oportunamente participou o caso, tendo o Ministério Público emitido os competentes mandados de detenção, cujo processo-crime corre os seus trâmites normais no SIC [Serviço de Investigação Criminal]”, referiu o porta-voz do comando provincial da polícia de Luanda.

 

No decorrer das investigações, a polícia ficou a saber que por intermédio de um cúmplice, os acusados levaram o menor à província do Zaire e tentaram vendê-lo por seis milhões de kwanzas (13.337 euros), tendo a operação sido abortada devido à intervenção policial.

 

De acordo com Nestor Goubel, o crime está esclarecido e a criança entregue à família, frisando que “a Polícia está atenta” e elogiando a cultura de denúncia da população.

 

“O apelo é sempre no sentido das denúncias, que fiquem atentos aos sinais, ao desaparecimento de crianças e ajam como a mãe da menina que, em tempo oportuno, procedeu à participação para a abertura do processo e para depois dali decorrer todo este trabalho de polícia”, salientou.

 

Sobre o tráfico de seres humanos, o diretor do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paulo Kalesi, disse à Lusa, que têm recebido um número considerável do desaparecimento de menores.

 

“E sempre que nós recebemos uma denúncia idêntica que supostamente uma criança terá sido raptada, que uma criança desapareceu, o nosso elo direto é a polícia, quem tem que investigar”, salientou.

 

Paulo Kalesi explicou ainda que, nos últimos dois anos, registaram 50 suspeitas de crianças traficadas, tendo todas elas sido remetidas à polícia para apurar.

 



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