Luanda - Neste Dia Internacional da Criança Africana, vários petizes saíram em marcha, na comuna da Barra do Dande, província angolana do Bengo, em repúdio à violência e a pedir mais respeito e melhor tratamento.


Fonte: DW

As crianças que participaram da marcha na comuna da Barra do Dande, província angolana do Bengo, carregavam cartazes com os dizeres: "Diga não à violência contra a criança". "Educar a criança para um futuro melhor". "Diga não à delinquência".

 

Com estas frases, os participantes procuraram chamar a atenção da sociedade para a violência contra criança.


A associação juvenil Juventude não à Delinquência reuniu vários petizes para despertar a sociedade sobre este mal. Ao final da marcha, os pequenos foram brindados com um almoço e outras diversões. Algumas crianças falaram à DW: "Já brincámos de anão e gigante. Está a ser bom, gostei da marcha", disseram.

Casos de violência


Nesta região do território angolano, o Instituto Nacional da Criança (INAC) registou mais de setenta casos envolvendo crianças nos primeiros meses deste ano. Alguns petizes ouvidos pela DW confessam que já sentiram a dor da violência.


"Nós estávamos a brincar no quintal dela. Ela começou a nos ofender, apanhou-me e nos bateu. Nós estávamos a brincar, fomos na casa dela, ela disse 'não é para sair' e me bateu," relatou uma das crianças.

Dos casos que deram entrada no INAC, a fuga à paternidade, abandono e abuso sexual destacam-se, tal como faz saber Luciano Chila, diretor provincial do INAC.


"52 casos são de fuga à paternidade. Dois casos são de acusação de feitiçaria. Cinco de abandono de crianças, dois de disputa à guarda, nove de violência física e um de abuso sexual," enumerou.


"Em todos esses casos, vimos que dois foram efetivos das Forças Armadas Angolanas (FAA), oito casos são de agentes da Polícia Nacional e 43 casos cometidos pela sociedade civil", acrescentou.


O promotor do ato, Francisco Dias, entende que as crianças devem ser bem cuidadas para garantir o futuro do país.


"Já fomos crianças e temos que dar exemplo aos outros. Nós, a associação Juventude não à Delinquência, vamos continuar a fazer este tipo prestações e mostrar ao mundo para orgulhar a nossa nação", concluiu.

 



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