Luanda - Nas Universidades de países democráticos, os estudantes são encorajados a desenvolverem sentido critico e a questionarem tudo. Durante a campanha do anulado congresso da UNITA, de 2019, Carlos Alberto, liderou uma campanha de diabolização contra o então candidato Adalberto Costa Jr pondo em causa as suas habilitações literárias, e a sua vida privada. Não tardou, ficou-se a saber que Carlos Alberto, morador do Bloco 11, prédio 36-B, da Centralidade do Cacuaco, que se fazia passar por “perseguido do regime”, é na verdade, um oficial da área operativa da Segurança de Estado.

Fonte: Club-k.net

Em finais de 2021, a UNITA denunciou que o regime enviou uma equipa a Portugal para investigar a vida estudantil do seu líder e que teriam contactado instituições onde o mesmo estudou, mas não obtiveram as respostas desejadas. No dia 9 de Junho, a revista portuguesa “SÁBADO” trouxe uma aparente “bomba” questionando as habilitações acadêmicas do líder da UNITA, dizendo que endereçou questões a Universidade do Porto, em Abril, sobre a vida acadêmica de Adalberto Costa Jr. Disse também que falou com antigos colegas ou amigos de ACJr, tal como a UNITA havia denunciado. A pergunta é, será que Revista “SÁBADO” fez a sua matéria em conjunto com a equipa enviada a Portugal alegadamente pelo regime?

 

A revista “SÁBADO” reportou que pediu esclarecimentos a Universidade do Porto, e esta respondeu que não conseguiram localizar qualquer registro referente a inscrição de ACJr. A pergunta é, porque que a revista foi pedir esclarecimento a Universidade do Porto sabendo de antemão que ACJr nunca reivindicou ter lá estudado? É o mesmo que perguntarmos a Universidade de Coimbra se há lá registro de João Lourenço. A resposta será, negativa porque ele nunca ai estudou.

 

A revista alega que contactou também a Ordem dos Engenheiros do Porto, e estes responderam que não há lá inscrição do visado. Pelo que é publico, ACJr nunca reclamou ter requisitado inscrição nesta ordem, e numa exerceu a sua profissão em Portugal. A resposta da OE tinha de ser mesmo negativa.

 

A revista diz que questionou também o Instituto Superior de Engenharia do Porto, e este diz que “Adalberto não obteve o grau de engenheiro no ISEP”. A pergunta é, porque que a revista não publicou o fascimile do ISEP com a pergunta feita para se entender, se a resposta dada tem correspondência. Se a revista perguntar se o mesmo obteve o grau de engenharia em 2020, a resposta será negativa.

 

A revista tem uma periodicidade semanal e, apesar do nome, sai nas bancas à quinta-feira. A edição da “descoberta” do diploma do ACJr saiu numa quarta-feira (😎. Antes da revista ter ido ao ar, o angolano Carlos Alberto, já tinha um “sample” da revista e a fazer distribuição nos grupos do Whatsp. Será que Carlos Alberto e a equipa da “Sábado” trabalharam juntos nesta edição especial ? Verdade ou não, mas o que circula é que um oficial do regime colocado em Lisboa, enviou o “sample”, a um antigo inspetor da IGAE, Octavio Capita, e este por sua vez fez chegar a Carlos Alberto.

 

No dia seguinte da “descoberta” da revista “sábado”, Carlos Alberto publicou no seu jornal extrato de uma comunicação alegando ser os e-mails enviados pela revista portuguesa ao “Universidade do Porto” e ao “Instituto Superior de Engenharia do Porto”. O e-mail, que Carlos Alberto diz ter adquirido pelas suas fontes, é repassado com o assunto “AS RESPOSTAS DAS DUAS INSTITUIÇÕES”. As respostas atribuídas as duas instituições acadêmicas não indicam quem foi a instituição solicitante. As questões a colocar são, se as alegadas respostas foram enviadas a “sábado”, e de seguida a mesma envia relatório a uma “terceira entidade” ou personalidade, porque que a revista tem de enviar relatório a uma “outra entidade” ? Será que a reportagem foi feita a pedido desta “terceira entidade” que terá também repassado a rede de Carlos Alberto?

 

Qual a relação entre a “sábado”, a “terceira entidade” e o oficial de inteligência de Angola, Carlos Alberto?

 

A revista Sábado existe desde Maio de 2004. O seu antigo editor, foi o luso angolano, Artur Queiroz, que mais tarde trabalhou como assessor do “Jornal de Angola” e do general José Maria da Inteligência Militar angola. No passado mês de Fevereiro do corrente ano, o jornalista Queiroz publicou algo nas redes sociais dizendo que muitos dos seus textos contra a UNITA podem ser lidos da Revista “Sábado” que ele agora destrata. “As minhas reportagens podem ser lidas na revista “Sábado”, a original, não o actual boletim ao serviço do banditismo político e mediático. Está lá tudo”, escreveu.

 

A pergunta que se faz é: Que “serviço ao banditismo” é este que Artur Queiroz, atribuiu a revista “Sábado” ?

 

Mais perguntas. ACJr regressou de Portugal há 20 anos, porque que só agora o tema de diploma? Porque Carlos Alberto nunca o questionou quando fazia elogio ao mesmo resultando na sua colocação na ERCA? Porque que ACJr não sede a pressão do regime que lhe pede o diploma? Porque que mesmo depois do Instituto ter confirmado que o mesmo lá se formou, Carlos Alberto, agora diz que o que esteve em causa não era a formação mas agora a duas supostas licenciaturas? Porque que o resto de aduladores agora questionam se é engenheiro técnico ou engenheiro reconhecido pela Ordem? Depois das eleições de Agosto, o tema de diploma prossegue ou serve apenas para fase de campanha eleitoral? Os agentes do regime alegam ser por questão de ética, porque não solicitam ética as autoridades na interferência a Igreja universal, no tratamento discriminatório da comunicação social ? porque não exigem ética quando negam tratamento médico ao ex-ministro Augusto Tomas que esta na cadeia ? porque não exigem ética no que esta acontecer com as delegações da TAAG no exterior?

 

Se ACJr apresentar os seus documentos acadêmicos uma semana antes das eleições ? E se ACJr se torna depois de Agosto, no próximo Presidente da República, o que dirão os promotores da campanha que agora se maquiaram em defensores da ética em Angola? Irão atual como Moussa Ibrahim, dizendo que serviram apenas as éticas das “orientações superiores” ou dirão que eram duvidas sem motivação de “combate a exaustação”?

José Gama

 

 



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