Luanda - A lista de candidatos a deputados pela UNITA, que deve vir a público ainda esta tarde, não inclui o jurista e membro preponderante do partido Horácio Njunjuvili. Apesar de ser o mandatário da campanha, o próprio Njunjuvili pediu para não ser integrado, pondo fim a um ciclo de longos anos na Assembleia Nacional como deputado da organização do Galo Negro.

Fonte: Facebook

RENDER DA GUARDA

Mas Njunjuvili, que integra a nata de pesos pesados do partido, não é o único a dar semelhante passo. Outras figuras históricas que também acharam chegado o fim das suas participações no parlamento angolano são, entre outros, Lukamba Paulo Gato, Isaías Henrique Ngola Samakuva, Abílio Camalata Numa, Samuel Chiwale, Joaquim Ernesto Mulato e Eugénio Ngolo Manuvakola.


Segundo fonte da UNITA, esta opção espelha a determinação que os próprios históricos mostram de serem os primeiros a levantar o cajado e indicar o caminho para a concretização de uma mudança geracional na organização fundada por Jonas Savimbi.


Além deste render da guarda inter-geracional, outro desígnio prosseguido pela lista que está prestes a vir a público é o acento tónico que passa a colocar-se na tecnocracia, no mérito e na competência. Pretende-se, doravante, privilegiar a tecnocracia e a força da juventude, para assegurar já a transição geracional.


Tudo isto sem contar com a certeza de que a Frente Patriótica Unida deixa, em definitivo, de ser uma simples ideia para se converter numa prática. A lista da UNITA firma o compromisso de se aliar a outras forças políticas da oposição e de incluir nessa aliança a sociedade civil, com o objectivo último de promover a alternância político-governativa em Angola.


De acordo com a fonte que temos vindo a compulsar, essa aliança representa uma "mais-valia e força extra" para a UNITA e de modo algum irá resultar na degeneração das suas marca e identidade históricas, nem pôr em causa a sua cultura organizacional.


Os elementos de outras forças políticas (Bloco Democrático e Pra-JA Servir Angola) e outros provenientes da sociedade civil (caso de Henrique Viana que se desvinculou do MPLA e surge na lista em posição privilegiada) totalizam pouco mais de vinte por cento da lista.


O Bloco Democrático entra com poucos elementos em posição elegível, exactamente porque os seus membros estão, em princípio, a ser reservados para postos governativos. É o caso do próprio "Filó" (Filomeno Vieira Lopes), que não integra a lista. No entanto, o nacionalista Justino Pinto de Andrade -- visto como um autêntico senador se a Assembleia angolana tivesse uma câmara para tal efeito -- integra a lista e é o número 4 da mesma. Futuro presidente da Assembleia Nacional caso a UNITA triunfe nas eleições de 24 de Agosto próximo?


Em boa posição está, obviamente, o pessoal trazido pela "frota" de Abel Epalanga Chivukuvuku, mas também nem por isso são assim tantos. Neste caso, estão o seu irmão Américo Colonha e o médico Xavier Jaime, bem como Álvaro Nuno Dala, que pode ser o primeiro jovem "revu" (15+2) a chegar ao poder.


A fina flor dos juristas da UNITA (Mihaela, Manuel Fonseca, etc.) está em boa posição.
Já, entre os membros do clã do líder fundador, a jovem Ginga Savimbi, contrariamente ao que vinha sendo propalado, de que gozaria de um tratamento privilegiado, foi colocada abaixo da posição 80.

 



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