Lisboa - O estado de saúde do ex-Presidente angolano agravou-se nas últimas horas e de forma irreversível, mas Maria João Sande Lemos considera que “Angola não tem nem vai ter saudades” de José Eduardo dos Santos.

Fonte: SIC

O impacto que o desaparecimento poderá ter na vida de Angola “já passou”. Na antena da SIC, Maria João Sande Lemos, do Fórum português para a democracia em Angola, admite que algumas pessoas possam “ter pena” mas “considero que é uma figura sinistra da história de Angola, foi um ditador no seu pior”.

 

“Para Angola, penso que não vai deixar saudades e com a sucessão de João Lourenço está resolvido o problema. [Pelo que], não vejo que tenha nenhuma consequência para Angola“, afirmou.

 

Apesar de lamentar a situação para a família e amigos, Maria João Sande Lemos defende que tem de ser feito “um balanço justo e verdadeiro, e esse só pode ser negativo quanto à Presidência de Eduardo dos Santos, porque de todos os pontos de vista da democracia, da saúde, da economia foi um desastre para Angola”.

 

Falamos de “um país riquíssimo como possibilidades de ter a melhor qualidade de vida no mundo e ele [Eduardo dos Santos] conseguiu tornar a vida do povo angolano um verdadeiro inferno“.


Afirmando que o ex-Presidente angolano “já saiu da história do país”, Maria João Sande Lemos diz esperar que João Lourenço “respeite as eleições, a democracia e que tenha os interesses do povo angolano em primeiro lugar, o que não acontecia com Eduardo dos Santos”.

 

Neste sentido, conclui, não prevê quaisquer incidentes caso haja cerimónias fúnebres em Angola, defendendo “não é a altura de se manifestarem contra ele. Agora há que respeitá-lo mas não dizer que ele foi o que não foi”.

 

E o que foi? “Foi um péssimo Presidente, um ditador no seu pior, e Angola não tem saudades nenhumas dele mas respeitará o seu enterro com certeza“.

 

 



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