No mesmo documento, Nzita Tiago agrade aos cabindas da coragem de «não terem ido votar nas eleições legislativas angolanas», uma atitude que qualifica de saber fazer a diferença «entre uma democracia e a ditadura».

«Apesar da presença de 60.000 soldados angolanos, 10.000 soldados zimbabueanos e, 3.000 soldados enviado por Kabila e 5.000 mercenários cubanos, o povo de Cabinda recusou votar» afirma Nzita Tiago.

Segundo o presidente da FLEC, «a Comunidade Internacional, os responsáveis da ONU e o presidente em funções na União Europeia sabem que as eleições legislativas angolanas decorreram com opacidade total e com irregularidades flagrantes denunciadas por muitos órgãos de comunicação». Acusa também José Eduardo dos Santos de ter «manipulado e enchido as urnas» e qualifica Angola como um «regime colonizador controlado por Portugal, que gere tudo de Lisboa.»

Nzita Tiago afirma também que «unidades do exército chinês invadiram Cabinda a partir de Ponta Negra, Republica do Congo» e alerta para a «situação explosiva na região» responsabilizando o presidente angolano que beneficiaria da «cumplicidade de vários países interessados no petróleo» de Cabinda.

O presidente da FLEC apela à comunidade internacional a denunciar o «acto irresponsável de Robert Mugabe, presidente Kabila, e da China.» No fim do comunicado, Nzita Tiago ameaça de «exportar a revolução cabindesa para as cidades angolanas» e apela «a todos os Cabindas que se encontram em Angola de se mobilizarem e estarem prontos.»
 
Fonte: PNN Portuguese News Network



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