Benguela - A Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) apresentou na terça-feira, 05 de Julho, na província de Benguela, a segunda edição do “Manual de Boas Práticas de Segurança Alimentar”, devidamente actualizado.

Fonte: Club-k.net

Com uma linguagem acessível aos operadores económicos, com recurso a imagens ilustrativas, o manual é destinado para distribuição gratuita tanto aos estabelecimentos comerciais, quanto no sector do turismo, hotelaria e ambiente, a fim de prevenir a contaminação e toxicidade nos alimentos.

A nova versão obra – que contou com apoio do Centro de Toxicologia – foi actualizada em conformidade com as exigências da legislação actual e dispõe de instruções para os agentes económicos do sector alimentar e não só, sobre como assegurar a higiene nos processos de aquisição, produção e distribuição de alimentos.

Abordando [o manual] de forma aturada sobre “contaminação química”, fruto dos trabalhos inspectivos realizados nos últimos meses a nível nacional, de modo a levar ao consumidor e ao operador económico instruções sobre as boas práticas na conservação e transportação de alimentos.

Falando na cerimónia de apresentação da obra, na administração municipal de Benguela, o chefe de Departamento de Segurança Alimentar da ANIESA, Epifânio Joaquim, diz que cinco mil exemplares desta nova edição estão disponíveis para todo o país e os operadores económicos podem solicitar a sua aquisição junto da instituição.

Dá conta de que a segunda edição do Manual de Boas Práticas de Segurança Alimentar contém um conjunto de regras e princípios basilares a serem considerados no dia-a-dia, para a garantia da segurança alimentar nos estabelecimentos comerciais.
Segundo o responsável, as boas práticas de segurança alimentar, abordadas ao longo desta obra, são aplicáveis a qualquer operador económico que manipule alimentos, bem como aos consumidores, em geral.

A expectativa, referiu, é a de alcançar os operadores económicos em todo o país, de modo que o mercado formal e informal tenha conhecimento das boas práticas de higiene no manuseio dos alimentos e no local onde são processados.


Nesse sentido, anunciou que, nos próximos dias, a obra vai ser colocada à disposição dos operadores económicos da província do Huambo, seguindo-se depois outras localidades do país.

Já o director do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado, Samuel Maleze Quinda, acentua que esta edição reflecte a acção pedagógica da ANIESA, no sentido de capacitar e dotar o operador económico de uma informação mais detalhada sobre a segurança alimentar.

O também coordenador da ANIESA na província de Benguela defende que se olhe para a segurança alimentar como uma questão de segurança de Estado, isto porque uma intoxicação alimentar pode criar sérios problemas de saúde pública.

Por isso, pede que os operadores económicos em Benguela apliquem as orientações do livro, já que, como avisa, a ANIESA será implacável com aqueles que, apesar de terem o manual ao seu dispor, insistirem em negligenciar a segurança alimentar, podendo sofrer pesadas multas.

De modo particular, Samuel Maleze Quinda alerta os gestores de restaurantes para que tenham sempre em consideração as directrizes deste manual, para a adequada manipulação dos alimentos e, assim, proteger a saúde do consumidor.

Ao longo desta obra de oito capítulos e 145 páginas, são abordados detalhadamente os cuidados com a alimentação e os tipos de intoxicação alimentar, quer por metais, agrotóxicos, aditivos, peixes e mariscos, quer por plantas e fungos, bem como a importância dos centros de toxicologia na segurança alimentar.

De realçar que, dentre oito capítulos que compõem o “Manual de Boas Práticas de Segurança Alimentar, destacam-se informações e as devidas instruções sobre “Intoxicação alimentar por metais; intoxicação alimentar por peixes e mariscos; intoxicação alimentar por plantas e fungos; cuidados a ter com os alimentos”, entre outros procedimentos e instruções a respeitar quanto à segurança alimentar.

 

 



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