Lisboa – O regime angolano “destituiu” esta semana Isabel dos Santos da categoria de  primogênita do falecido Presidente José Eduardo dos Santos. De acordo com imagens imprensa controlada pelo governo, a cidadã de origem congolesa Nguituka Josefa Matias, é a nova “primogênita” de JES. A mesma foi assim apresentada pela TV Zimbo, numa reportagem ao ser entrevista por Amílcar Xavier a receber pêsames pelas mãos do regime.

Fonte: Club-k.net

Mídias do governo movem campanha contra filhas de Dos Santos

Nguituka Josefa Matias é uma cidadão que apareceu em 2010, dizendo que era filha de Eduardo dos Santos com uma cidadã que o antigo estadista conheceu quando vivia nos Congos como guerrilheiro do MPLA. Na altura Dos Santos, em entrevista a TPA, negou que a cidadão fosse sua filha e desde então nunca mais se ouviu falar da senhora.


Neste período em que o governo enfrenta uma disputa com as filhas de Eduardo dos Santos em Barcelona, o regime recorreu a Nguituka Josefa Matias, para ficar ao lado de Ana Paula dos Santos e dos filhos destas que defendem que o corpo do antigo Chefe de Estado, deve ser entregue ao executivo de João Lourenço.


Enquanto Nguituka Josefa Matias, é destacada na TV Zimbo como primogênita de JES, o principal canal de televisão (TPA), produziu uma reportagem no noticiário da noite de segunda-feira (11), denegrindo a imagem de Isabel dos Santos.


A TPA recorreu a imagens de 2019, e de 2021, de Isabel dos Santos em eventos de moda na Itália, fazendo querer que fossem atuais, e que a filha do antigo Presidente era insensível. Paralelamente, sites ligados ao regime, moveram uma propaganda contra outra filha de JES, Tchizé dos Santos, insinuando que tem problemas de fórum psicológico.

O caso das filhas de Nito Alves

Semelhante ao que acontece com as filhas de JES, que estão a ser substituídas por uma “outra filha”, no passado mês, o governo fez o mesmo com duas filhas de Alves Bernardo Baptista “Nito Alves”, que fizeram exigências quanto a autenticidade das supostas ossadas do pai. As duas, que atendem pelo nome de Marilia e Eunice Baptista decidiram distanciar-se do processo, e não participaram no acto de recolha de amostrar para os exames de DNA.

 

Colocadas de fora, o governo angolano que deseja ver este assunto resolvido o mais breve possível, foi buscar uma outra suposta filha de Nito Alves, com uma outra mulher, mais um sobrinho (filho de um irmã do malogrado) que aceitaram recepcionar as ossadas cujo enterro aconteceu no passado mês de Junho.

 



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