O relatório concluiu que as causas do desabamento do edifício foram a falta de capacidade das peças estruturais, nomeadamente pilares, vigas e lajes, para suportarem o excesso de cargas acidentais e permanentes a que a estrutura estava sujeita.

O director do Laboratório de Engenharia de Angola, Molares de Abril pormenorizou as causas, afirmando que o excesso de peso foi a razão principal da queda do edifício.

« Depois da análise de toda a informação recolhida e da análise da estrutura do edifício concluiu-se que a derrocada do edifício se deveu a factores estruturais; o edifício tinha problemas estruturais que foram agravados com um tipo de ocupação que não era a inicialmente prevista no projecto».

Para além disso, o director do Laboratório de Engenharia de Angola falou também dos problemas que o edifício tinha com humidade nos solos na fundação.

« Tinha problemas com humidade nos solos na fundação. Portanto, tinha baixa capacidade resistente nos solos de fundação e tinha também baixa capacidade resistente na estrutura para as solicitações a que estava sujeito nos últimos tempos. Aquilo foi feito para uma estrutura do tipo aparthotel e foi ocupado para escritórios, a maior parte daqueles gabinetes eram escritórios, passavam pela DNIC em dias de muito trabalho mais de mil pessoas. Uma ocupação completamente diferente daquela que foi prevista no projecto inicial na fase de construção. Estamos a falar das solicitações superiores duas ou duas vezes e meia das solicitações iniciais do projecto. Por isso é que eu digo que o tipo de ocupação era diferente daquela que foi inicialmente concebida.»

Molares de Abril apontou ainda alguns erros de construção, afastando, entretanto, a hipótese da queda do edifício estar ligada ao manto freático existente naquela zona. (AMendes)

Fonte: VOA



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