Luanda - As mulheres angolanas com deficiências são vítimas de uma dupla discriminação pelas deficiências que possam ter e pelo seu género, disse Teresa Fedão do projeto social “Sem Preconceitos”.

Fonte: VOA

Fedão disse à Voz da América que as mulheres com deficiências enfrentam grandes dificuldades, desde discriminação aos problemas sociais das suas famílias, fazendo notar a interacção do género para aumentar o estigma da deficiência.

 

“Na verdade é um cruzamento entre a dificiência e género e somos visualizadas por estigma”, disse.

 

“As dificuldades são enormes”, acrescentou.

 

Por esta razão vão esta sexta-feira, as mulheres com dificiência discutir em mesa redonda entre outras questões o uso da inteligência emocional na superação de barreiras, desafios da mulher com deficiência na maternidade, autonomia financeira como factor de emancipação da mulher com deficiência e a dupla discriminação da mulher com deficiência.

 

“ O governo tem feito quase nada, os direitos estão lá nas leis mas não são aplicados e o que nós esperamos das autoridades é que estimulem as políticas públicas” disse.

 

Cerca de 657.258 pessoas vivem com deficiência em Angola, das quais 295.400 são mulheres, segundo Direcção Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (DNIPCD) afecto ao Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU)

 



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