Luanda - Várias associações ligadas a defesa da pessoa portadora de deficiência levam à cabo uma campanha pela inclusão e segurança eleitoral, exigindo acesso aos locais e cabines de voto.

Fonte: VOA

As associações de pessoas cegas, surdas, mudas, pessoas com deficiência física e motora dizem que se não forem atendidos os seus apelos para inclusão na votação à 24 de Agosto próximo, não est’a posta de parte a possbilidade de manifestações.

 

Adão Ramos, um dos porta-voz do grupo de associações de pessoas com deficiência chamou a atenção ao estado angolano personificado pelo executivo, para olhar para todos os cidadãos, tendo sempre em conta a característica de cada um.

 

A campanha que está em curso para que haja inclusão de todos no exercício de votação visa que as organizações responsáveis pelo processo como a CNE por exemplo criem as condições para que pessoas desta franja possam votar em segurança.

 

"Se a pessoa com deficiência não poder aceder à assembleia de voto, à mesa ou a cabine de voto de forma autónoma e segura então estas eleições não serão inclusivas e o que se pretende com esta campanha é exactamente atingir este desiderato", disse Ramos que sublinhu que caso isto não seja atendido, manifestações de protesto não serão descartadas.

 

"Nós já temos um posicionamento em relação a isto, e será uma tomada de posição pública que poderá ir no sentido do não voto, até ao protesto porque um estado ou um governo que se preze não deve olhar para todos os cidadãos como uma massa de gente, deve olhar para todos atendendo às suas particularidades e especificidades", acrescentou.

 

Neste encontro de várias associações esteve presente a representar o Ministério da Assistência Social Família e da promoção da Mulher Inês Gaspar que considerou sobre esta matéria que “em termos de leis nós estamos no céu, melhor que muitos países, agora o problema está em tirar do papel, para aplicação na vida prática".

 

Outra situação que preocupa os associados de pessoas portadoras de deficiências relativamente ao processo eleitoral que está agora na fase de campanha eleitoral tem a ver com o que chamam de pobreza das propostas dos concorrentes nas políticas de inclusão de pessoas com características específicas.

 

"Da mesma maneira estamos atentos aos programas dos partidos e aqui não interessa se é o nosso partido ou não, os que não tiverem refletido a inclusão de pessoas portadoras de deficiência de certeza não terão o nosso voto", disse Ramos.

 



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