Luanda - Organizações não-governamentais angolanas consideram que a primeira semana de campanha eleitoral em Angola defraudou as expectativas criadas nos cidadãos eleitores e apontam acusações mútuas, o uso da linguagem de ódio, o recurso ao passado de guerra e a falta de ética política como sendo a tónica dos discursos dos dirigentes dos partidos MPLA e UNITA.

Fonte: VOA

Os líderes da SOS, Habitat e da Associação, Justiça, Paz e Democracia ressaltam também o que qualificam de cobertura "discriminatória" à campanha dos concorrentes da oposição pelos meios de comunicação social públicos a favor do partido no poder, o MPLA.

Rafael Morais, responsável da SOS Habitat, acusou o concorrente do MPLA, João Lourenço, de “ se valer das obras construídas com dinheiro público para sustentar a sua campanha e de usar a imprensa pública para esse efeito”.

“A TPA e a TV Zimbo não estão a fazer o seu papel”, defende o líder associativo, que disse ainda que durante a primeira semana de campanha eleitoral, continuou a haver “um sentimento de ódio entre o MPLA e a UNITA, que continuaram a tratar-se como inimigos e não como adversários”.

O líder da AJPD, Serra Bango, diz por seu turno acreditar que nos dias que seguem a campanha eleitoral venha a conhecer uma nova dinâmica na apresentação das propostas de governo por parte dos candidatos na caça ao voto junto do eleitorado.

Bango entende, contudo, que o discurso de campanha do candidato MPLA, à presidente da República, João Lourenço, não foi o mais adequado afirmando que houve da parte do político “ataques de natureza étnica e falta de ética na distinção entre o papel de Chefe de Estado e o papel de candidato”.

“A imprensa está a fazer o prolongamento da campanha do partido no poder dando a sensação de que a UNITA não está a fazer campanha e não tem eleitorado”, disse.

 

 



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