Luanda - O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse esta quarta-feira que a conferência de imprensa que o secretário do Bureau Político do MPLA para os assuntos Políticos Eleitorais, João de Almeida de Azevedo Martins "Jú Martins" deu, em que nega a existência de negociações entre dirigentes do partido e a direcção da UNITA sobre a transição política em Angola, alertou a sua organização sobre o que pensa o partido no poder.

Fonte: NJ

"A conferência de imprensa destes membros do MPLA fez bem em acontecer, porque nos alertou sobre o que eles pensam", referiu o líder da UNITA, sublinhando que o partido no poder tem medo de perder as eleições.

 

Adalberto Costa Júnior deu a conhecer à opinião pública nacional e internacional que toda e qualquer manifestação de violência verbal a indiciar uma provável instabilidade política é totalmente alheia ao interesse da UNITA e dos angolanos.

 

Adalberto Costa Júnior criticou as "más políticas do actual Executivo, que não presta uma atenção especial no sector da saúde".

 

"As obras executadas em todo País não têm qualidade, porque o dinheiro foi roubado", frisou, acrescentando que o Executivo deveria fazer o balanço dos 20 anos de paz.

 

"No dia 24 de Agosto, a UNITA ganha as eleições e o partido no poder vai cair", garantiu.

 

"Vamos constituir um Governo inclusivo com a participação da sociedade civil", disse, destacando que "é uma riqueza ter membros da sociedade civil nas listas de deputados da UNITA".

 

Lamentou que em todas as províncias do País por onde passa, milhares de crianças estejam na rua à procura da comida.

 

"Temos de mudar, por isso é prioritário programas de combate à miséria e à pobreza", assegurou, prometendo que caso a UNITA vença as eleições, o ensino em Angola será gratuito.

 

O presidente da UNITA prometeu também a institucionalização das eleições autárquicas no caso de uma vitória e a alteração da Constituição.

 

Estão autorizados a concorrer às eleições gerais de 24 de Agosto os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a coligação CASA-CE. Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América.

 

A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi). Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi). NJ

 



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