Luanda - A magistrada do Ministério Público junto dos órgãos da polícia de investigação criminal do município de Belas, Tânia Leite de Faria, na foto, é acusada de ter ordenado ilegalmente a detenção de um conhecido empresário que responde pelo nome de Tazz Costa, no sentido de extorqui-lo 40 milhões de kwanzas.

Fonte: Club-k.net

O facto ocorreu no passado dia 27 de Julho do corrente ano, em Luanda, e, sabe o Club-K que, o empresário ficou, injustamente, oito dias a ver o sol no xadrez sem, de facto, ser informado do crime em que era acusado.

 

Durante o período em que ficou detido, Tazz Costa foi agredido verbalmente pela procuradora Tânia Faria que, segundo a nossa fonte, exigia inicialmente que o mesmo lhe pagasse 40 milhões de kwanzas para ser posto em liberdade. "Ele foi colocado numa cela humilhante e maltratado feito um cão rafeiro sem dono", contou a fonte.

 

De acordo com a nossa fonte, nos últimos interrogatórios, a procuradora Tânia Faria, arrogantemente, mudou de táctica e do preço. Passou a proferir palavras obscenas contra o detento no sentido de o persuadir em pagar nem que fosse metade do valor (20 milhões de kwanzas).

 

Mas o Tazz, mesmo humilhado feito um rato no esgoto, manteve a sua resposta. Não. Exigindo, no entanto, a procuradora que lhe apresentasse as provas sustentavam as acusações do suposto crime que teria cometido.

 

Enquanto que, os efectivos da esquadra tentavam indirectamente persuadir o Tazz a pagar o montante estipulado pela referida procuradora, alegando ser o feitio da mesma. "É melhor pagar. Caso contrário, não vai te soltar", diziam.

 

O facto curioso é que, o referido empresário nunca foi notificado para prestar declarações em relação à queixa-crime registada sob o processo n.º 2754/022 - Mº Pº - B, instruído pelo investigador Zola Tuti. "Ficamos surpreendidos com o mandado de detenção, uma vez que ele nunca foi notificado para responder o processo em questão", disse a fonte.

 

No final, sem meias medidas, a magistrada do Ministério Público junto dos órgãos da polícia de investigação criminal do município de Belas decidiu colocar em liberdade o empresário Tazz Costa. "Como se levava muito tempo, ela foi obrigada a soltar o acusado e ficou claro que a magistrada Tânia Faria pretendia extorquir alguns milhões de kwanzas no senhor", rematou.

 



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